<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883</id><updated>2011-11-27T21:40:21.032-02:00</updated><category term='Espelho Negro'/><category term='Curso de Arcanos Maiores'/><category term='contos de fadas'/><category term='arcanos menores'/><category term='A Força'/><category term='análise'/><category term='arcanos maiores'/><category term='tarô'/><title type='text'>A Bruxa e o oráculo</title><subtitle type='html'>Nos braços dos oráculos, as veias do conhecimento.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Conhecimento de si mesmo.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Visão de si. Espelho de dois lados.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Enxergar-se nas lâminas do tarô.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Prazer em me conhecer.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Eu sou o &lt;b&gt;LOUCO&lt;/b&gt; e essa é a minha &lt;b&gt;JORNADA&lt;/b&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15756963973617427487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/THSrgDgywzI/AAAAAAAAASQ/DadINM7JGvc/S220/ana.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-7287435522433623627</id><published>2011-02-13T23:57:00.001-02:00</published><updated>2011-02-13T23:59:23.629-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos de fadas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tarô'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arcanos maiores'/><title type='text'>Sapatinhos Vermelhos - A Sacerdotisa Mutilada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4RuJOgeUldc/TViH2Y6takI/AAAAAAAAAWs/-jBlVzHZwuI/s1600/the-red-shoes-i.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://1.bp.blogspot.com/-4RuJOgeUldc/TViH2Y6takI/AAAAAAAAAWs/-jBlVzHZwuI/s320/the-red-shoes-i.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma busca é em vão. Somos todos buscadores de sonhos, de conquistas e de realizações. Nesse caminho, porém, inseridos numa sociedade castradora e formadora de uma homogeneidade doente, é comum irmos abrindo mão de aspectos importantes de nosso &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; e da nossa &lt;b&gt;capacidade crítica&lt;/b&gt; em prol de uma melhor aceitação perante aos outros. Como quem anda a esmo numa floresta desconhecida e ameaçadora, pedaços de nós mesmos vão sendo arrancados pelos galhos cortantes e deixados para trás, até que cheguemos mutilados ao encontro da civilização. Inteiros não seríamos aceitos, fora de nós aquelas partes nem mesmo parecem fazer sentido, e calcados nesse raciocínio deixamos que essas partes morram à míngua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto a floresta é imaginária, embora a mutilação seja real. Nossos pedaços permanecem esperando por nós, aguardando que os resgatemos e não joguemos mais a culpa de nossa incapacidade de assumir quem realmente somos em galhos fantasiosamente cortantes. A Sacerdotisa é o arcano que primeiro ilustra a busca interior e a compreensão de si mesmo, o reconhecimento do eu e dos aprendizados que temos na vida. Quando mutilamos esses aprendizados e renegamos partes de nós mesmos, profanamos nosso templo interior - o reduto da Sacerdotisa - em prol de uma aceitação que nos deixa dependentes do&lt;i&gt; modus vivendi&lt;/i&gt; externo. Para ilustrar esse processo veremos o conto &lt;b&gt;Sapatinhos Vermelhos&lt;/b&gt;, de Hans Christian Andersen.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zSDgYziDPpU/TViIKyVCaMI/AAAAAAAAAWw/ffX7-aFFX-M/s1600/red-shoes-middle-600x444.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://2.bp.blogspot.com/-zSDgYziDPpU/TViIKyVCaMI/AAAAAAAAAWw/ffX7-aFFX-M/s320/red-shoes-middle-600x444.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Era uma vez uma menina que morava na floresta e um dia resolveu fazer sapatos para si mesma. Recolheu pedaços de pano vermelho aqui e ali e costurou sapatos vermelhos para si. Sentia-se linda com eles, porque sua cor forte a deixavam feliz. Saltitava entre as árvores e mesmo quando a comida era um problema, sentia-se confiante por causa da beleza de seus sapatos e de sua capacidade de fazê-los.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Um dia, uma boa senhora a viu sozinha e apiedou-se. Chamou-a e convidou-a a entrar na carruagem para viver com ela, em que a senhora cuidaria de seu bem estar e a menina lhe faria companhia. Tentada pela proposta de não mais precisar passar fome e poder ter uma vida mais confortável, a menina aceitou o convite e entrou na carruagem dourada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Chegou na bela casa da Senhora e foi levada a tomar banho, e depois de penteada e vestida, deram-lhe belos sapatos pretos para calçar. Inconformada, perguntou pelos sapatos vermelhos e foi-lhe mostrado o fogo onde seus antigos pertences - inclusive os sapatinhos - ardiam, numa destruição sem volta.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A menina chorou a perda dos sapatos porque ela os amava. Mas a cada dia que passava, chorava mais por outras coisas: pelo fim dos dias saltitantes, das risadas altas, da cantoria despreocupada. Agora era preciso pisar leve e falar baixo, porque qualquer movimento brusco desagradava a Senhora e seus empregados. A menina vivia tentando se controlar, buscando se adequar ao papel que esperavam dela. Ela gostava das coisas bonitas que lhes davam, mas sentia falta de algo e não sabia precisar o quê.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ao seu aproximar o dia de sua primeira comunhão e a Senhora a levou para comprar um par de sapatos novos para a ocasião. Quando chegaram ao sapateiro, logo na entrada, a menina viu um par maravilhoso de sapatos vermelhos. Eles estavam lustrados e brilhavam tanto que seu coração pareceu parar por um instante, porém ela sabia que a Senhora jamais permitiria sapatos como aquele. O sapateiro, vendo seus olhos desejosos, sugeriu inocentemente para a Senhora: "Por que não leva os sapatos da vitrine? São bonitos e estão perfeitamente lustrados. Dignos de uma moça como sua filha". A Senhora, que não enxergava bem, aceitou a sugestão de bom grado e enquanto os olhos da menina brilhavam de contentamento, os do sapateiro piscavam maliciosamente.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No dia de ir à missa, a menina calçou maravilhada os sapatos e saiu com a Senhora em sua carruagem. Quando desceu em frente à igreja, um soldado veio ao seu encontro e disse "Que belos sapatos vermelhos!" e batucou levemente neles uma musiquinha engraçada que deu cócegas nos pés da menina. A menina deu volteio e riu "Não são mesmo lindos?". Porém não conseguiu parar. Ao iniciar o passo de dança, os sapatos ganharam vida própria e sairam dançando alegremente, levando-a com eles. A Senhora, horrorizada, gritava para que ela parasse, mas era impossível deter os sapatos. Por fim, com a ajuda do cocheiro, conseguiram arrancar os sapatos da menina e a Senhora a proibiu de usá-los novamente, guardando-os no alto de uma prateleira em seu próprio quarto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A menina, mesmo com a experiência assustadora de não poder parar de dançar, ansiava pelos sapatos vermelhos. Ele pareciam chamá-la e nada mais parecia fazer sentido se ela não pudesse calçá-los novamente, por alguns minutos que fosse. Um dia a velha Senhora caiu doente e enquanto todos se acercavam de sua cama, a menina sorrateiramente tirou os sapatos da prateleira e saiu da casa. Mal podia controlar a excitação de calça-los novamente e ao fazê-lo saiu dançando alegremente e por uma ou duas horas foi perfeitamente feliz. Mas a menina começou a ficar cansada, queria parar de dançar e voltar para casa, e ao tentar parar, percebeu que seus pés não lhe obedeciam. tentou novamente e nada. Não havia como parar de dançar. Nesse momento passou pelo Soldado de cabelos vermelhos e ele sorriu dizendo "Que belos sapatos vermelhos!" e rodopiando sem parar ela o deixou para trás. Dias e noites se passaram, a menina sentia a vida esvair-se de seu corpo por não poder alimentar-se, dormir ou beber um pouco de água; passou um dia em frente a casa da velha Senhora e percebeu que ela tinha partido desse mundo, mas nem mesmo um adeus pode dar e seguiu dançando. Um dia estava dançando em frente a uma igreja e tentou lá entrar, mas um anjo veio e lhe deu a triste notícia de sua sina: 'Noites e dias vai percorrer, essas florestas e bosques da manhã até o alvorecer, nenhum momento poderá parar, por esses sapatos amaldiçoados usar, e aqui também jamais poderá entrar, por esses sapatos amaldiçoados usar. Segue seu caminho, até que o teu destino, se cumpra completamente: perder carnes e peles, até que apenas seu esqueleto reste, dançando nesses sapatos malditos.'. A menina tentou implorar, mas os sapatos a levaram para longe dali. Já desesperada, cansada de tanto dançar e chorar, chegou a casa do carrasco da vila. Implorou a ele que a ajudasse a tirar aqueles sapatos, o que ele tentou sem sucesso. Cortou as correias, mas nada os fazia sair dos pés da menina e era preciso amarra-la para que não saisse dançando durante as tentativas. Sem mais opções, a menina implorou que ele cortasse seus pés fora, porque preferia viver aleijada do que naquela dança sem fim que a mataria sem demorar. Após muito relutar, o carrasco concordou e depois que cortou os pés da menina, os sapatos - e os pés - saíram dançando pela floresta.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A menina viveu aleijada para sempre: sem saltitar, sem cantar, sem rir. E nunca mais quis saber de sapatos vermelhos."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos aqui um personagem central, a menina, e alguns coadjuvantes de peso: a Senhora, o Sapateiro, o Soldado de cabelos vermelhos, o Anjo e o Carrasco. Cada um deles tem papel preponderante na história da menina, e na forma como ela passa de &lt;i&gt;criança saltitante&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;menina aleijada&lt;/i&gt;. Não é um processo moral, embora muitos possam enxergar por esse lado, que a leva de um extremo a outro, mas um processo de perda da conexão interna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma floresta, que por muitos poderia ser considerada ameaçadora, mas que é o lar da Menina. Ela busca seus alimentos, resguarda-se do frio e da chuva, brinca, e constrói sua pequena vida nesse lugar. Ali ela está integrada consigo mesma e enfrentando as dificuldades, vive feliz. Sua vida é tão plena, que ela dá a si mesma um maravilhoso presente: um par de sapatos vermelhos. Por serem feitos a mão – e com pedaços de tecido que ela vai conseguindo – eles contém o que há de mais puro em sua essência: o reconhecimento de sua capacidade e liberdade. Nesse momento, enquanto resguarda-se do mundo exterior, a Menina é como a &lt;b&gt;Sacerdotisa&lt;/b&gt; do Tarô: seu conhecimento é inteiro sobre si mesma, aprende de fora para dentro, guarda-se dentro da floresta – da mesma forma que a &lt;b&gt;Sacerdotisa&lt;/b&gt; guarda o essencial atrás das colunas do Templo Interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yuPnPzlag54/TViI2OHrQGI/AAAAAAAAAW0/uZpw0gkRY_U/s1600/2oldp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-yuPnPzlag54/TViI2OHrQGI/AAAAAAAAAW0/uZpw0gkRY_U/s320/2oldp.jpg" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;A Alta Sacerdotisa, The Old Path Tarot&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, uma armadilha surge no caminho da Menina: a carruagem dourada. É uma armadilha porque visa, primeiramente, colocar a menina numa posição inferior: a posição de &lt;i&gt;necessitada&lt;/i&gt;. Sem conhecer o rico mundo interior da Menina, a velha Senhora somente pode ver o exterior que lhe parece pobre e carente de recursos, vê a Menina como alguém que precisa ser recuperada da uma &lt;i&gt;vida selvagem&lt;/i&gt; e reintegrada à &lt;i&gt;vida em sociedade&lt;/i&gt;. Iludida pelo brilho, a menina confunde conforto com felicidade e entra na carruagem dourada, esquecendo de que &lt;i&gt;mesmo de ouro, uma gaiola continua sendo uma gaiola&lt;/i&gt;. Saindo de seu mundo, selvagem e pessoal, ela adentra o mundo social, do protocolo e da homogeneidade; dessa forma, a primeira providência é torná-la limpa, e o segundo é retirar da Menina seu mais forte laço consigo mesma: os sapatos vermelhos. Ela os havia feito, depositando neles toda sua feminilidade, alegria, vivacidade e prazer. Ao vê-los queimados, uma parte de si deixa de existir. Ela é invadida em seu espaço sagrado, mas ao invés de se rebelar ela aceita porque vê a aparência de prosperidade no local e acaba por acreditar que aquela fartura iria contagiá-la e fazê-la inteira novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um a um seus pequenos hábitos, que a tornavam tão feliz, vão sendo cortados: ela não pode pular, nem cantar, nem rir alto. Vagarosamente, hábitos novos vão lhe sendo impostos e cobrados: ir a igreja, ficar em silêncio, calçar sapatos pretos. Na necessidade de se adequar ao novo mundo à sua volta, e tentando ser aceita, ela vai permitindo que essas pequenas rupturas aconteçam. Rupturas essas que vão deixando feridas na alma da menina, fazendo dela uma Sacerdotisa sem lar, sem colunas para defender e sem a sabedoria intrínseca. Com a autoconfiança abalada, ela vai aos poucos se entregando a um &lt;i&gt;modus vivendi&lt;/i&gt; que não lhe pertence, que lhe tolhe a liberdade e desconecta seu corpo de sua alma. A menina se cala, e em seu silêncio sacerdotal, vai colocando as sementes de frustração que farão com que ela perca o controle de si mesma ao se deparar com um novo par de &lt;i&gt;sapatos vermelhos&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lHSsZy7UlZw/TViJtUtsgoI/AAAAAAAAAW4/un5dxB7aWOU/s1600/red_shoes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-lHSsZy7UlZw/TViJtUtsgoI/AAAAAAAAAW4/un5dxB7aWOU/s320/red_shoes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Arcano 2 não é ativo, em sua essência. Ele busca um conhecimento que visa compreender o que está fora, de acordo com a percepção interna. Sendo assim, sua tendência é a de experimentar, ou seja, levar para dentro para adquirir experiência. Nada em sua simbologia denota uma capacidade de lutar contra os profanadores, mas de convertê-los ou – no máximo – afastá-los. Mas ela pode ser enganada. E enganada pela aparência da casa grande, do luxo, da comida fácil e de uma cama quente, ela se deixa enredar entre as proibições e pelos prazeres. Ela se deixa seduzir pela pretensa companhia, pela idéia de ter alguém a &lt;i&gt;velar por ela&lt;/i&gt; e de não estar só. Ela decide experimentar essa vida, e apega-se a ela, mesmo significando uma insatisfação constante da qual nada consegue livrá-la. Caso ainda estivesse conectada a si  mesma, caso ainda confiasse em seus instintos, ela perceberia rapidamente o alto preço que a sociedade estava lhe cobrando para aceitá-la em seu seio. Se estivesse atenta aos avisos de perigo no caminho, ela perceberia que o aprendizado ali era sobre o predador, e não sobre a conquista da felicidade. Porém, ela não pode mais ver, porque seus olhos internos estão cegos, não acredita mais em sua própria capacidade de cuidar de si mesma. A dor aumenta, e algo dentro da menina se quebra: o mundo externo da Sacerdotisa precisa necessariamente refletir o seu mundo interior, e quando eles entram em divergência, a unidade deixa de existir e a Sacerdotisa perde a referência: o Templo Sagrado foi violado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdida em reflexões que não a fazem ver que está tentando se encaixar numa forma que não é de seu tamanho, a ira causada pela dor apenas a deixa mais vulnerável e sem armas para reconhecer novas armadilhas, fazendo com que ela caia na próxima: os falsos sapatos vermelhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros – que ela mesma tinha feito – possuíam parte da sua alma e refletiam quem ela era e como se via; esses outros sapatos – feitos para atrair a cobiça – tinham em si a semente da perdição. Ao vê-los, confundiu o objeto com o sentimento, e acreditou que ter sapatos vermelhos tirariam dela a dor e fariam com que fosse novamente livre. Imersa na necessidade de ser aceita na sociedade que não a refletia, ao mesmo tempo que buscava algo que a ligasse à sua vida pregressa, ela se deixou encantar pela aparência, pela idéia de possuir &lt;i&gt;qualquer coisa&lt;/i&gt; que a lembrasse da felicidade perdida. Porém, os novos sapatos, imbuídos que estavam de uma simbologia que a eles não pertencia, despertaram nela uma avidez desconhecida. O sapateiro, aqui uma clara representação do&lt;i&gt; lobo em pele de cordeiro&lt;/i&gt;, percebe esse sentimento da menina e a ajuda a enganar a velha Senhora para que a Menina possa comprar os sapatos. Ele é a mão que estica o fio invisível para que a Menina tropece. A velha Senhora, que não pode ver antes que a menina não era &lt;i&gt;necessitada&lt;/i&gt;, não pode ver agora o perigo que a rondava, e visando apenas o conforto e adequação, deixa que o perigo se acerque. A Menina por sua vez, vítima ativa nessa história, aceita a felicidade fácil e embrulhada para presente: compra os sapatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criando uma miragem de felicidade, a menina calça os sapatos pela primeira vez, o soldado – personificando aqui a natureza instintiva que vem mostrar o real significado dos mecanismos de fuga – toca no sapato e a melodia faz vir a tona a verdadeira característica do objeto: retirar a vontade própria. Os sapatos tomam conta dos pés da menina e a fazem dançar descontroladamente. Horrorizada com seu comportamento impróprio, a velha senhora limita-se a retirar os sapatos à força, proibindo seu uso sob qualquer circunstância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tiro sai pela culatra. A Sacerdotisa – apesar de passiva como colocado anteriormente – necessita de respostas, e não de ordens. Tonta pelo sentimento de euforia dado pelos sapatos e sem compreender os motivos que da proibição, não consegue perceber que os sapatos não lhe deram a inteireza desejada e a dominaram mais que a velha Senhora,  e passa a sentir  aumentar a  necessidade de calçá-los novamente. Vê neles aquilo que não encontra mais dentro de si – uma alegria extasiante – e não diferencia esse sentimento borbulhante, e destrutivo, do antigo sentimento de tranqüila liberdade. A Menina se deixa fascinar e aguarda o momento em que poderá experimentar tudo de novo, passando a viver para isso. Ele chega quando a velha Senhora adoece e o único obstáculo existente entre a Menina e os sapatos deixa de ter força. Aproveitando-se da fraqueza da velha Senhora, a menina pega os sapatos e corre para a liberdade. Ou melhor, para uma &lt;i&gt;pretensa liberdade&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JMvq0K8i4lU/TViLDwNkYxI/AAAAAAAAAXE/DeAj3OC-Xt4/s1600/redshoes_tenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-JMvq0K8i4lU/TViLDwNkYxI/AAAAAAAAAXE/DeAj3OC-Xt4/s1600/redshoes_tenta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com todo o fulgor da dança, mesmo com todas as belas paisagens que ela pode ver, nada mais está a seu alcance. Logo a menina percebe que é prisioneira de uma liberdade fictícia, que os sapatos não permitem que ela tome decisões, não a deixa aproveitar o que está lá fora e mesmo a dança passa a ser um martírio, ao passar horas e horas exaustivamente executando-a. Tornando-se uma refém dos artifícios usados para se sentir dona de seu própria espaço, a menina vê-se engolfada pelas dores de não controlar mais nenhuma de suas reações e não ter mais a opção de satisfazer qualquer necessidade, por mais básica que seja. É a Sacerdotisa presa num Templo inexistente, sem conexão consigo mesma, e incapaz de escapar dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FmicwBDYtng/TViKJaP5AlI/AAAAAAAAAW8/nCDw7ERE07E/s1600/Red4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://1.bp.blogspot.com/-FmicwBDYtng/TViKJaP5AlI/AAAAAAAAAW8/nCDw7ERE07E/s320/Red4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dançando sem parar, sem poder comer ou descansar, a menina segue o caminho desejado pelos sapatos. É expulsa pelo Anjo, porque a força para redimir-se seria lutar com a dominação em que se perdeu, e aceita um destino trágico considerando-se amaldiçoada. Deixando-se enredar, a menina se entrega nas mãos do Carrasco da vila, permitindo que ele corte seus pés – perdendo completamente a possibilidade de ir aonde e quando quiser – e mutila a Sacerdotisa que existe dentro de si. Antes o templo estava violado, mas a incapacidade de &lt;b&gt;ação efetiva&lt;/b&gt; do Arcano – refletida na menina - acaba por permitir sua destruição. Estão ambas presas agora, para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Su40nPTikj4/TViKqRISmvI/AAAAAAAAAXA/sIykS4GGqME/s1600/redshoes3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://3.bp.blogspot.com/-Su40nPTikj4/TViKqRISmvI/AAAAAAAAAXA/sIykS4GGqME/s320/redshoes3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: &lt;/b&gt;Mulheres que correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Éstes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Imagens retiradas do filme "Sapatinhos Vermelhos", dirigido por Michael Powell, Emeric Pressburger. Roteiro de Micheael Powell (inspirado no conto de Hans Christian Andersen).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-7287435522433623627?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/7287435522433623627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=7287435522433623627&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7287435522433623627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7287435522433623627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2011/02/sapatinhos-vermelhos-sacerdotisa.html' title='Sapatinhos Vermelhos - A Sacerdotisa Mutilada'/><author><name>Ana Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15756963973617427487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/THSrgDgywzI/AAAAAAAAASQ/DadINM7JGvc/S220/ana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4RuJOgeUldc/TViH2Y6takI/AAAAAAAAAWs/-jBlVzHZwuI/s72-c/the-red-shoes-i.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-5307555189452428605</id><published>2010-11-22T00:19:00.000-02:00</published><updated>2010-11-22T00:19:05.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos de fadas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>A Pequena Vendedora de Fósforos</title><content type='html'>&lt;b&gt;O Louco e a Fuga da Realidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hans Christian Andersen ficou famoso por seus contos infantis, alguns de final trágico ou triste e todos contendo uma lição de moral (cristã) bastante evidente. Nelas podemos encontrar, se procurarmos, os Arcanos do Tarô e seus variados aspectos, as inúmeras faces sob a forma, por vezes misteriosa, de heróis e heroínas que moram no imaginário popular. Num dos mais belos contos de Andersen, encontramos o Arcano 0 (ou 22) – O Louco – fugindo da vida que leva e enganando a si próprio. Eis a história da pequena vendedora de fósforos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnOTNdf2dI/AAAAAAAAAUo/qvDjGR3DmhE/s1600/The_little_Match_girl_by_RonzyTinutza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnOTNdf2dI/AAAAAAAAAUo/qvDjGR3DmhE/s320/The_little_Match_girl_by_RonzyTinutza.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;imagem: &lt;a href="http://browse.deviantart.com/?qh=&amp;amp;section=&amp;amp;q=girl+match#/d1bukc1"&gt;Mickey89Eli&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Uma pequena menina andava pelas ruas geladas. Era véspera de Natal e as pessoas estavam em suas casas para comemorar essa data especial. Naquele dia, ninguém comprara um fósforo. Todos estavam ocupados em arrumar árvores, embrulhar presentes e fazer a ceia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;A menina, que há muito perdera os sapatos, andava descalça sobre a rua gelada. Tentava desajeitadamente oferecer fósforos para aqueles que, hora ou outra, passavam apressados pela rua. Porém, apesar de seus lindos cabelos loiros e do olhar febril, os passantes não a viam, preocupados que estavam com a própria vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;Ela seguia em frente, não tinha coragem de voltar para casa sem ter ganho nenhum dinheiro porque sabia que seria castigada. Cansada, sentou-se no degrau de uma escada, numa viela escura. Estava enregelada, e não tinha um bom casaco (ou meias e sapatos) para se aquecer, apenas seus fósforos. Olhou para eles e pensou que, se seria castigada de qualquer forma, pelo menos não passaria tanto frio. Decidida, acendeu o primeiro pensando em tentar acender uma pequena fogueira. Entretanto, quando a chama brilhou, seu olhar perdeu-se dentro da imagem de sonho que viu no brilho do fogo: uma grande, bela e enfeitada árvore de natal, daquela que tinha sonhado sua vida inteira. A árvore resplandecia e a menina olhava encantada para ela. Havia fogo na lareira e o frio tinha ido embora. Esticou a mão para tocar a árvore e nesse momento... o fósforo se apagou, levando todo o sonho embora.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;A menina ficou desolada, tinha voltado à escuridão da rua e ao frio da noite. Resolutamente acendeu outro fósforo e nova imagem se apresentou: um grande peru assado com maçãs estava sendo colocado na mesa, havia nozes, doces e uma série de pratos que ela nem mesmo saberia nomear. O cheiro estava delicioso e ela se apressou para provar a comida, porém não foi rápida o bastante... o fósforo se apagou levando seu sonho com ele.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;Imediatamente acendeu outro e para sua surpresa a chama mostrou-lhe uma pessoa. Sua querida avó, a única pessoa que havia realmente a amado e tratado com bondade – mas que já havia partido desse mundo – começou a se aproximar dela. Desesperadamente, a menina começou a acender um fósforo atrás do outro para não perder essa imagem. A avó chegou perto dela e sorriu, a abraçou ternamente e chamou para ir embora com ela. A menina sorriu verdadeiramente em anos: ela iria com a avó, viveria aquele sonho onde não havia frio, nem dor e nem fome. Onde alguém a amaria realmente. Agarrou-se a avó e foi subindo com ela em direção ao céu estrelado, para onde ela ia sempre seria natal, sempre haveriam festas e presentes, e ela seria amada de verdade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnOQ8yHDeI/AAAAAAAAAUk/rMcfvQvkqwQ/s1600/little_match_girl_by_Mickey89Eli.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="310" src="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnOQ8yHDeI/AAAAAAAAAUk/rMcfvQvkqwQ/s320/little_match_girl_by_Mickey89Eli.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small; font-style: italic;"&gt;&lt;b&gt;imagem: &lt;a href="http://browse.deviantart.com/?qh=&amp;amp;section=&amp;amp;q=girl+match#/d1g0tqs"&gt;Mickey89Eli&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;No dia seguinte, pessoas que passavam encontraram o corpo gelado da menina encostado na escada. Apesar da pena de ver uma criança tão nova sucumbir daquela forma, todos notaram o sorriso de felicidade e a expressão de paz que ela trazia no rosto e se perguntavam com o que ela sonharia antes de morrer.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina, personagem da nossa história, anda a esmo pelas ruas e tenta, desoladamente,  chamar a atenção das pessoas que a ignoram. A sua carência excessiva de uma figura que a guie faz com que ela se torne um problema para a sociedade local, por isso todos passam por ela fingindo não vê-la e não perceber sua situação desesperadora. Todos representantes do Louco: mendigos, crianças de rua, bêbados, sem teto; quem realmente olha para eles?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o Louco, ela é inocente e inexperiente, e por isso não tem noção das conseqüências de seus atos: prefere ficar escondida numa escada gelada a voltar para casa. Seu instinto de sobrevivência – simbolizado no Arcano pelo cachorro – a abandonou, em algum momento de sua vida ela perdeu-se dele. A carência de qualquer afeto, faz com que ela se desligue de si mesma, e mesmo os mais básicos instintos de proteção parecem inexistir: ela não procura um lugar quente ou ao menos fechado, não junta gravetos para poder fazer uma fogueira. Simplesmente acende um fósforo, e desperdiçando a chama da vida, inicia sua fuga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; A Fuga da Realidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnQgjYIOHI/AAAAAAAAAUs/N_PpAoVlSxc/s1600/tarot+-+the+fool.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnQgjYIOHI/AAAAAAAAAUs/N_PpAoVlSxc/s320/tarot+-+the+fool.jpg" width="205" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;imagem: &lt;a href="http://www.rene-marcel-riviere.com/colour.htm"&gt;Rene Marcel Riviere&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Louco possui a capacidade de passear e subverter todos os demais Arcanos: ele é o grande viajante do tarô. Não existe uma trajetória linear quando ele está envolvido e sua tarefa é mostrar novos ângulos, aprender o impensável das formas mais inesperadas possíveis. No entanto, da mesma forma, ele é aquele que de tanto caminhar, pode cair em círculos viciosos. Ingênuo, pode acreditar nas mentiras do Mago. Imaturo , pode ignorar os sábios conselhos da Sacerdotisa. Rebelde, pode passar ao largo da autoridade da Imperatriz – deixando assim de ser nutrido – e do Imperador – perdendo a oportunidade de reconhecer limites. Os seus limites e os dos outros. Irresponsável, perde a capacidade de compreender os ensinamentos que o Hierofante pode disponibilizar. Não possuindo a base inicial, o Louco se perde em suas próprias possibilidades e, ao invés de trilhar um novo caminho, acabar por não trilhar caminho algum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina é o retrato disso: não tem pais que velem por ela, sua avó (que a amou) já se foi. Ela teme o mundo adulto, por isso tenta vender-lhes fósforos – a chama da vida – mas não consegue chamar-lhes a atenção. Na realidade, nem mesmo poderia. A chama que ardia internamente nela se apagou e pessoas assim tendem a passar despercebidas. A chama externa não é forte o bastante, não conseguindo nem mesmo durar tempo suficiente para que a menina possa fugir de maneira satisfatória da própria realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fósforos são acendidos, e se apagam rapidamente, porque o fogo produzido não é alimentado – vida se alimenta de vida – e a menina esqueceu (ou deixou de lado) essa premissa básica que poderia ter significado a sua sobrevivência. A cada chama acesa, ela foge um pouco mais. Ela não deseja salvar-se, apenas sonhar. Assim como os loucos que vemos nas ruas ou em manicômios, é mais fácil ser Napoleão e colocar a mão por dentro do casaco numa eterna pose imaginária, do que buscar a si mesmo. Para que buscar a solução para os problemas reais: na imaginação tudo acontece &lt;i&gt;magicamente. &lt;/i&gt;A&amp;nbsp;realidade exige comprometimento e disposição para deixar de ser ingênuo e aprender com os demais Arcanos. É preciso seguir a jornada para salvar-se da morte certa. Porém, ela prefere sentar-se na escada gelada e acender os fósforos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida, mesmo que escapando rapidamente de suas mãos, mostra-lhe sonhos dourados: a árvore, o peru, a avó. Ela sonha com a beleza, com a satisfação e com o amor. Ela deseja, mas não busca alcançar. Desesperada para continuar sonhando, não se importa em desperdiçar toda chama que possui consigo, e quando vê a avó se aproximando sucumbe inteiramente. Ela se entrega ao sonho e abdica completamente da realidade. Como as pessoas que vivenciam as armadilhas dos sonhos inalcançáveis e realidades frustrantes, ela sente que é infinitamente mais agradável sonhar, mesmo que isso signifique matar a própria alma. Prisioneira das fantasias do Louco, a menina se entrega ao sonho sem concretização e deixa-se matar pelo frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não realiza, se exaure e o calor vai embora. Ela morre, mas seu sorriso mostra que está em paz: morrer é a última e definitiva fuga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-5307555189452428605?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/5307555189452428605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=5307555189452428605&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/5307555189452428605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/5307555189452428605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2010/11/pequena-vendedora-de-fosforos.html' title='A Pequena Vendedora de Fósforos'/><author><name>Ana Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15756963973617427487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/THSrgDgywzI/AAAAAAAAASQ/DadINM7JGvc/S220/ana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TOnOTNdf2dI/AAAAAAAAAUo/qvDjGR3DmhE/s72-c/The_little_Match_girl_by_RonzyTinutza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-2923346815952801877</id><published>2010-09-21T00:45:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T00:58:01.277-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>A Força e O Enforcado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;XI - A Força&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TJgp_-5RxDI/AAAAAAAAATY/oZAknZpIdDA/s1600/aforca.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TJgp_-5RxDI/AAAAAAAAATY/oZAknZpIdDA/s320/aforca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Força - Tarô de Marselha&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afrontar a natureza instintiva invadindo seus domínios, é pedir para ser devorado. É preciso coragem para enfrentar o leão e acalmá-lo. Necessário ter uma enorme força interior, para que a força bruta não se sobreponha e vença. A donzela ao lado mostra serenidade e, dessa forma, consegue estar perto da própria fera, olhá-la e abrir a sua boca para ver o que contém. Na cabeça da donzela está a leminiscata (o chapéu), que a coloca em contato com sabedorias universais. Ela não está dominando o leão, mas mostrando que é parte dele. Ela o deixa conhecê-la, senti-la e cheirá-la. Seus pés descalços estão em contato direto com a terra, na mesma terra que o leão pisa: eles são um só e estão descobrindo a força que essa descoberta possui. O desafio consiste em não tentar domar esse leão, símbolo dos instintos naturais, mas o de integrá-lo beneficiando-se de sua força sem, no entanto, condicioná-lo a um comportamento cortês que o descaracterizaria. O leão , que temos dentro de nós, é a nossa defesa, é aquele que nos avisa quando invadiram nosso território, quando estamos prestes a abrir mão de nossa vida, quando nos lançamos em neuroses que podem nos privar de nossa razão. Ele é o nosso sensor do perigo, porque possui um desenvolvido instinto de sobrevivência. Ele estuda, verifica, defende. Sem ele, seremos presas fáceis de nossos predadores. Sem ele seremos gatos sem garras, leões sem dentes, macacos sem agilidade e estaremos a mercê. É preciso conhecer e integrar a força instintual que trazemos em nosso interior. É imprescindível percebê-la agindo e escutar seus avisos e conselhos. Mas, além disso, é necessário preservá-la para que ela nos ajude a nos preservarmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; Um momento de poder chegou, o conhecimento de forças que não sabia existir em seu interior está disponível. É hora de abraçá-la e interiorizá-la, para que ela possa fazer parte de você e você fazer parte dela. Não tente dominá-la, coopere com ela. Deixe que essa força te impregne, que corra pelas suas veias e inunde suas células. Você vai precisar dessa força, deixe-a ser UNA contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;XII - O Enforcado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TJgqHPJ-41I/AAAAAAAAATg/BomNMeZlgOs/s1600/enforcado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TJgqHPJ-41I/AAAAAAAAATg/BomNMeZlgOs/s320/enforcado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O Enforcado - The Sacred Rose&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma parada obrigatória. Não há como evitá-la. Tenha sido por escolha, caminho ou por acidente, estamos impossibilitados de continuar. Pelo menos, durante um tempo. Nenhuma revolta surtirá efeito. Nenhum remédio, a não ser paciência, poderá ser utilizado. O Enforcado está preso pelo pé e com as mãos amarradas não se pode soltar. É preciso, portanto, olhar a vida sob outro ângulo e perceber novos aspectos. Deixar que a cabeça entre em contato com a terra, para que ela seja nutrida e possa germinar novas idéias, numa próxima fase. Permitir ficar observando. O número quatro, que o Enforcado faz com as pernas, é o número que espelha a concretização: ele poderá concretizar muito dos planos sonhados enquanto estiver nessa posição, mas é importante saber esperar o momento certo. O chão está coberto de flores, que mostra a fertilidade que a terra está ofertando. Uma das lendas sobre o Deus Odin, na mitologia nórdica, diz que ele dependurou-se ferido em Yggdrasil, por nove dias e nove noites, para ter direito ao dom da profecia. Da mesma forma, um período contemplativo poderá nos dar consciência de potenciais que temos e podemos desenvolver. O desafio consiste em aceitar o conhecimento que essa fase irá trazer, sem tentar espernear loucamente para sair dali. Pode-se partir a corda fazendo isso e, em conseqüência, quebrar o pescoço na queda. É preciso olhar profundamente para dentro de nós mesmos, do que nos levou por esse caminho, onde a corda esperava para nos prender o pé. Compreender para superar. Se ficarmos indiferentes, apenas esperando que o tempo passe, essa situação irá se repetir indefinidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Utilização Prática:&lt;/b&gt; Deixe-se ficar parado. Deixe-se olhar a vida por ângulos diferentes. A vida o coloca em suspenso, para que observe seu próprio interior e descubra o que há nele. É preciso aceitar esse período de meditação, deixar que ele mostre as lições necessárias. As ações estão prejudicadas, nada começará ou se concretizará nesse período. Existem ervas daninhas que precisam ser identificadas, do contrário todo o jardim pelo qual está tendo tanto trabalho, perecerá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-2923346815952801877?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/2923346815952801877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=2923346815952801877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/2923346815952801877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/2923346815952801877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2010/09/forca-e-o-enforcado.html' title='A Força e O Enforcado'/><author><name>Ana Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15756963973617427487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/THSrgDgywzI/AAAAAAAAASQ/DadINM7JGvc/S220/ana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TJgp_-5RxDI/AAAAAAAAATY/oZAknZpIdDA/s72-c/aforca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6237757305180877744</id><published>2010-08-13T14:40:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T14:40:30.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Força'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espelho Negro'/><title type='text'>A Força – A Cura do Instinto Ferido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A floresta está escura e quase silenciosa. Caminhamos lentamente por ela enquanto procuramos incansavelmente. Ruídos esparsos nos sobressaltam e apesar da coragem com que nos investimos antes de adentra-la, nunca estamos completamente preparados para o que desconhecemos. Somos seres desprotegidos ali, a mercê de qualquer predador que nos resolver atacar. Não conseguimos distinguir o que é o vento movendo um galho, de um leopardo rondando sua presa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um rugido solitário soa ao longe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rapidamente seguimos nessa direção. Atravessamos os galhos cortando-os com o canivete. Temos pressa, temos muita pressa em chegar àquele som. Percorremos a floresta sem mais nos importarmos com os perigos que ela contém, nossa tarefa é urgente. Apuramos os ouvidos tentando ouvir novamente, mas os sonos se misturam nos confundindo. Estamos quase correndo tal nosso desespero por encontrar. Tanto corremos que quase caímos numa armadilha esquecida colocada por algum caçador. E paramos. A quase queda nos mostra que é urgente continuar a busca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWC_knf58I/AAAAAAAAARQ/IzsMoQP9yaI/s1600/image001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWC_knf58I/AAAAAAAAARQ/IzsMoQP9yaI/s320/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tropeçando, desorientados, cansados e famintos continuamos a busca. Por um momento acreditamos perder as esperanças e então... Mais um rugido solitário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guiamo-nos por esse ruído. Passamos a caminhar devagar para não perder novamente o senso de direção. Mais um rugido e nos sentimos a cada momento mais perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa clareira avistamos a figura deitada de um leão. Chegamos até perto dele vagarosamente para que não se assuste. Paramos e deixamos que fareje o ar. Permitimos que se acostume ao nosso odor. Mais um tempo e nos aproximamos mais, até que podemos toca-lo. Sua cara mostra desconfiança e ao olharmos detalhadamente para ele podemos compreender: suas garras foram cortadas, seus dentes arrancados, a maravilhosa juba foi raspada e existem feridas por toda parte. O leão que buscamos foi destituído de sua força e poder. Seus símbolos foram vilmente alijados. Sua autoconfiança foi completamente minada. Olhamos esse triste espetáculo e nos olhos do leão lemos uma acusação clara. Ele sabe quem fez aquilo com ele: fomos nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;“Os impulsos suprimidos e feridos são os perigos que ameaçam o homem civilizado: os impulsos não reprimidos são os perigos que ameaçam o homem primitivo”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aniela Jaffé, Symbolism in theVisual Arts&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nosso leão está ferido. É preciso resgatá-lo e devolver a ele a dignidade perdida. É preciso curá-lo para que recupere a sua força. Para que recuperemos a nossa própria força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Simbolismo Tradicional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDJGc2EKI/AAAAAAAAARY/olBITD1Uzs8/s1600/image003.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDJGc2EKI/AAAAAAAAARY/olBITD1Uzs8/s320/image003.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma donzela, com um chapéu em forma de lemniscata (símbolo do infinito), está suavemente abrindo a boca de um leão. Seu rosto e sua postura são serenos, seus pés estão firmes no chão. O leão não parece amedrontado, mas enfeitiçado. A moça não buscou domesticá-lo ou subjugá-lo, apenas acalmá-lo. Eles estão apoiados um no outro, e é esse apoio mútuo que está permitindo o equilíbrio. A força foi conquistada amorosamente e ninguém precisou abrir mão de sua essência para tê-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessária muita coragem para enfrentar o leão. Muita ousadia para abrir-lhe a boca. Da mesma forma, foi inovador da parte do leão aceitar essa interferência, que não aconteceria se a jovem não tivesse conquistado sua confiança. A agressão não foi necessária porque abriu-se mão do domínio em prol da cooperação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vemos aqui uma clara aceitação dos aspectos indomados do inconsciente. Aniquilá-lo seria perder a própria essência e ser devorado por ele. Invadí-lo seria forçá-lo a nos ferir. Compreendê-lo é trazê-lo até nós. Conhecê-lo mostra que podemos exercer o controle, e dessa forma, promover uma real interação. A moça é terna, suave e persistente. Sem a persistência ela jamais teria se aproximado do leão. O leão é amoral, instintivo e ágil. E é seu instinto que permite a aproximação dela. Se olharmos a figura detalhadamente, veremos que ambos formam uma única e harmoniosa figura. A força bruta aqui não é vencida, ela é integrada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Bela e a Fera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDQKrz7kI/AAAAAAAAARg/ax7Wk21imMY/s1600/image004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDQKrz7kI/AAAAAAAAARg/ax7Wk21imMY/s320/image004.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conto “A Bela e a Fera” tem encantado gerações de crianças e após a filmagem de Walt Disney houve um aumento significativo da importância desse conto. Numa de suas inúmeras versões, Bela pede uma rosa ao pai que a pega de um jardim num castelo aparentemente desabitado. Ao fazê-lo desperta a ira de seu dono: um leão. O Leão só permite que ele viva, se a filha viesse ao castelo e ficasse prisioneira no lugar do pai. Apesar de aparentemente aceitar, o pai pretendia despedir-se da filha e voltar para a fera. Mas a menina não aceita e volta em seu lugar. Após temer muito a fera, ela passa a se aproximar dela. Apesar de ser um leão, ele é gentil e delicado. O pai doente a obriga a se ausentar, e embora tenha prometido voltar logo, ela demora. Quando volta, vê que a fera está agonizando. Chora sobre seu corpo e beija-lhe os lábios, nesse instante a fera se transforma num belo príncipe. Ele conta que foi amaldiçoado e que apenas o amor poderia quebrar essa maldição, um amor que fosse mais forte que sua temível aparência. Eles se casam e vivem felizes para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma bela história. Mas, principalmente, uma história de magia e recuperação. Bela precisa vencer sua repulsa para se aproximar da fera e descobrir o amor. A fera precisa aprender a confiar para que sua maldição seja quebrada. O amor é a força transformadora que une duas naturezas aparentemente incompatíveis. Sem que esse amor seja descoberto e funcione como elo de ligação à fera morreria e Bela teria uma parte importante de sua história perdida irremediavelmente. E seria a melhor parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embrenhar-se na floresta para buscar o leão que (acreditamos) irá nos devorar é um mergulho direto no inconsciente. Bela não vai disposta a vencê-la ou matá-la, mas a se entregar. Ela não quer ser mais forte ou mais esperta que essa força primordial, apenas vai ao seu encontro. Pensando encontrar a destruição, encontra o amor. E essa é a força que permite com que ela atravesse as barreiras sociais simbolizadas pela feiúra. Libertando-se de barreiras ela amplia os horizontes da própria vida: e eles são felizes para sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Leão da Neméia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDWu7jQkI/AAAAAAAAARo/XgDJCmvybaU/s1600/image005.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDWu7jQkI/AAAAAAAAARo/XgDJCmvybaU/s320/image005.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns tarôs antigos, e o atual tarô Mitológico, traziam a figura de Hércules matando o leão da Neméia como símbolo desse Arcano. Apesar de haver uma clara simbologia relacionando a vitória de Hércules a predominância da civilização sobre o Leão, significando a barbárie, tentar utilizar essa correlação com o tarô não consigo concordar. A força primordial do leão, um animal que prima simbolicamente pela coragem e realeza, não necessita ser sufocada para que usando sua pele possamos absorver sua força. Este leão não é nosso inimigo, ele faz parte de nós! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse arcano estamos indo a busca de nossos instintos naturais: aqueles que nos mantém vivos e alertas. Eles são a diferença em nossa força se estiverem integrados a nós. Se os ignorarmos, tal qual feras enjauladas e sem alimentos eles poderão se rebelar e nos devorar. Eles se voltarão contra nós. Tenho encontrado muito o verbo domar quando se trata desse arcano, termo com o qual discordo profundamente. Se pensarmos em como um animal é domado em circos (ou mesmo fora deles), veremos que torturas são impingidas, a cada erro são dados castigos mais fortes e, uma perda da identidade natural quando são mantidos em jaulas minúsculas com condições abomináveis de vida. Toda a altivez do animal é reduzida a pó, embora necessite fazer um bom espetáculo senão os castigos podem ser ainda maiores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade como um todo impôs que todos devíamos ser civilizados. Devíamos rejeitar os instintos naturais (diretamente ligados à intuição) em prol do que podíamos explicar ou esperar. Somos educados a minar esses instintos, sem conhecê-los direito, de forma que não percebemos sua importância até que precisamos nos defender e algo invisível nos falta. Precisamos dizer não e não sabemos como, precisamos demarcar nosso espaço para que não nos invadam e não entendemos demarcar, precisamos preservar nossa auto-estima de pessoas invejosas e tememos magoá-las nos distanciando. Quando mutilamos nosso instinto, nos tornamos doentes e indefesos. Suas garras são nossas garras, seus dentes afiados são nossos dentes afiados, sem isso estamos a mercê. Se o desorientamos, não poderemos perceber quando estiverem invadindo nosso território. É o seu alerta que irá nos avisar quando estivermos a um passo da autodestruição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Ainda que dê a impressão de dominar o leão, a dama também participa da sua essência."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sallie Nicholls – Jung e o Tarô&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Equilíbrio – A Busca e a Cura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDesH-qoI/AAAAAAAAARw/kHIw3FYWIF0/s1600/image007.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWDesH-qoI/AAAAAAAAARw/kHIw3FYWIF0/s320/image007.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltemos a frase do final do primeiro tópico é preciso curá-lo para que recupere a própria força. Para tanto, precisamos sair em busca de nosso instinto e parar de aparar-lhe as unhas ou arrancar-lhe os dentes. É preciso acalmá-lo para que ele nos deixe cuidar dele. No início pode não ser fácil, mas é necessário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;“Eu sei, que o coração perdoa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mas não esquece à toa e eu não esqueci&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Não vou mudar, esse caso não tem solução&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sou fera ferida, no corpo e na alma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;E no coração”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fera Ferida – Roberto Carlos e Erasmo Carlos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O equilíbrio e, consequentemente, a cura virá da eliminação do medo: se não temermos sermos dominado pela fera e nem nos mostremos dispostos a subjugá-la, estaremos fazendo as pazes. Não podemos continuar alimentando o medo de nós mesmos. A falsa idéia de que estar equilibrado é estar sempre calmo e controlado é uma armadilha. Se algo nos descontrola precisamos buscar a causa do descontrole, não tentar eliminar o sintoma. Se a ira nos torna pessoas insuportáveis, é preciso entender o motivo pelo qual ela nos acomete e não simplesmente reprimi-la. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer com que a fera volte para nós e a fazer parte de nós é um longo processo. Mas que pode resgatar a noção de realidade: aquela em que não nos violentamos para sermos agradáveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"Não estou no mundo para corresponder às expectativas alheias. Minha vida pertence a mim. E isso é igualmente verdadeiro para os demais seres humanos."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nathaniel Branden&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso uma força brutal para reconhecer e aplicar a frase acima. É preciso que esta força não tenha sido domesticada dentro de nós mesmos para que tenhamos a energia necessária para conquistarmos nossa própria vida. É hora de curar as feridas do seu leão, dar a ele tempo para convalescer e depois deixá-lo lentamente recuperar a autoconfiança. Recusemos deixá-lo em cativeiro. Deixá-lo é permanecer em cativeiro também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6237757305180877744?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6237757305180877744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6237757305180877744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6237757305180877744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6237757305180877744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2010/08/forca-cura-do-instinto-ferido.html' title='A Força – A Cura do Instinto Ferido'/><author><name>Ana Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15756963973617427487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/THSrgDgywzI/AAAAAAAAASQ/DadINM7JGvc/S220/ana.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dxV0Ib5phrA/TGWC_knf58I/AAAAAAAAARQ/IzsMoQP9yaI/s72-c/image001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-8613345446351541343</id><published>2010-01-24T23:17:00.011-02:00</published><updated>2010-11-15T01:16:08.652-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arcanos maiores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>A Torre - Rupturas e Libertações</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://moonroommuse.files.wordpress.com/2008/11/tarot-the-tower.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://moonroommuse.files.wordpress.com/2008/11/tarot-the-tower.jpg" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Há quanto tempo rejeitamos as tempestades que chegam, aparentemente, sem avisar? Há quanto tempo ignoramos os avisos que nuvens negras se acumulando no horizonte vinham trazendo? Há quanto tempo receamos ver qualquer perigo rondando nossa bem montada estrutura a ponto de nos cegarmos diante de tantas mensagens? A nossa cegueira, cada dia mais profunda, nos impede de perceber as sutis transformações que vão acontecendo ao nosso redor: raios esparsos, céu carregado, eletricidade no ar, uma ansiedade sem nome. E, aparentemente surpresos, vemos a tempestade desabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa por qual meio procuremos nos esconder; quantas casas, sobrados, castelos, torres ou fortalezas construamos para nos proteger. Em algum momento, tudo rui ao nosso redor. Por mais que desejemos continuar nossa vida como sempre foi, somos derrubados quando nos recusamos a nos libertar sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento os raios e trovões mostrarão a fúria da natureza perante a nossa imutabilidade e atingirão a nossa Torre. Não importa com qual material e técnicas a tenhamos construído, ela virá abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Torre dos Traumas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta de dores e mágoas, a primeira torre se mostra quase indestrutível. Repleta de lembranças, finca suas bases no passado e o resultado no presente. Dentro dela estão todos que impedem o passado de permanecer onde deveria: no passado. Dentro dela estão os inseguros, vacilantes, incapazes e indecisos. Mas nenhum desses adjetivos visa diminuí-los, mas mostrá-los tais como vêem a si mesmos: inseguros para recomeçar, vacilantes para dar novos passos, incapazes de seguir em frente e indecisos quanto à própria capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecidos de observar a constante mutação da natureza à sua volta, se prendem a comportamentos padrões que visam protegê-los de qualquer mudança de atitude, e permanecem repetindo que a experiência os ensinou ou a vida os fez assim. Eximem-se da responsabilidade sobre a própria vida e aceitam resultados previsíveis apenas para não correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondidas atrás das paredes de seus traumas passados e da pena daqueles que cruzam seu caminho, essas pessoas permanecem justificando o presente através de suas memórias e à custa do próprio futuro. Impedem-se de ser mais verdadeiras consigo mesmas, com suas atitudes e com o próprio caminho, vivendo no dia a dia de uma rotina cômoda e, por isso mesmo, limitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem traumas de todos os tipos e cada um deles constrói a mesma torre. Nela colocamos tudo que vivemos, como base para o que não desejamos mais e, dessa forma, justificamos atitudes, loucuras, medos e incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seguiremos à direita, porque quando por ela caminhamos, tropeçamos numa pedra; não amaremos ninguém porque alguém nos traiu; nos comportaremos como neuróticos medrosos porque sofremos perdas; nunca confiaremos em determinada pessoa porque um dia ela se comportou dessa forma, etc., etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As listas de desculpas são infinitas. No entanto, não passam disso: &lt;b&gt;desculpas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitir que os fatos passados determinem o nosso presente e, conseqüentemente, nosso futuro, é a construção de uma torre baseada no medo, na fraqueza e no comodismo. Ela é extremamente confortável, posto que desperta a pena e a simpatia alheias. Desperta a certeza de que as pessoas compreendem sua necessidade de proteção e desejarão protegê-lo. Mas isso significará adicionar mais tijolos à já sólida construção. E, enquanto preocupam-se em assistir ao filme repetido dos sofrimentos antigos, enquanto interessam-se por continuar despertando a compreensão dos espectadores eventuais, a tempestade se aproxima...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/201/473920107_b9f018b76b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://farm1.static.flickr.com/201/473920107_b9f018b76b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Torre da Espiritualidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminho de buscas e encontros espirituais. Nossos anseios são preenchidos pelos conceitos metafísicos descobertos. Um mundo de segredos, de códigos e de práticas se abre à nossa frente. Nos tornamos conscientes de que, a cada ritual praticado para modificar nosso interior, nos aproximamos mais e mais de uma transcendência que o restante da humanidade – coitada! – sequer pode sonhar. Aos poucos, esse caminho se mostra tão perfeito e nos torna pessoas tão melhores que precisamos dividi-los com os outros. Passamos então a angariar discípulos, criar associações, dar palestras e cursos. Todo nosso caminho se volta a guiar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, alguns dos que nos procuram questionam nossos métodos, caminhos, posições e posturas. Curiosamente eles colocam perguntas que parecem ser acusações veladas. Sentimo-nos injustiçados pelo tanto que os ajudamos e pelo fato que, ainda assim, eles insistem em não retribuir. Em outras vezes, amigos próximos ou pessoas que trilham caminhos semelhantes, colocam em xeque nossos posicionamentos e conselhos, argumentando não verem aplicarmos os mesmos em nossa vida. Novamente, arvorando-nos em nossos conhecimentos e estudos, colocamos inúmeros motivos pelos quais todos estão errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, bastaria um olhar em nossa vida para ver as ilusões que estamos nos impingindo. O que ensinamos, não colocamos em prática. O que estudamos, não conseguimos aplicar. Na aparência de “supremas autoridades” nos escudamos, para não precisarmos de justificativas. Os discípulos assistem ao espetáculo da tranqüilidade enquanto que, nos opositores ou nas pessoas próximas, descontamos nossas frustrações. Por mais que a capa da invisibilidade que desenvolvemos disfarce nossos defeitos e nossas idiossincrasias, que nos recusamos a trabalhar e integrar, esses tumores alimentados pelas células cancerosas de nossos medos continuam se multiplicando. E assim os trovões, ao longe, podem começar a ser ouvidos...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.allstar.fiu.edu/aero/images/lightning.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://www.allstar.fiu.edu/aero/images/lightning.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Torre da Perfeição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa torre, apenas um incômodo interior, uma sensação de vazio, de torpor diante da vida, pode detectar a existência. É quase como que um aperto constante no peito, a denunciar que algo está errado nessa vida perfeita. Exatamente por ser tão pouco visível, é uma das mais difíceis de destruir conscientemente. Quem está de fora, nos inveja pelas conquistas que tivemos: o emprego certo, o casamento certo, os filhos certos, a casa certa, o status certo. Qualquer um que nos olhe, verá apenas o que existe de bom e maravilhoso na vida que temos. Mas ninguém irá sentir (ou perceber) aquele aperto no peito que dia e noite nos incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha sido por acaso ou fruto de um longo trabalho, a vida construída é admirada e faz de nós o orgulho de nossos pais. A maioria das pessoas nem entenderiam se falássemos ao discorrer sobre a busca de um sentido da vida, acreditando que não tivéssemos porquê reclamar sendo que as necessidades visíveis estão preenchidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a sensação de desconforto permanece e nosso mundo perfeito parece não combinar em alguns aspectos. Mesmos que as cores e as posições pareçam corretas, algo nele desvirtua a perfeição aparente. Algo nele nos remete ao frio imenso que reina num canto escondido de nós. E, de tanto olharmos, num determinado momento a resposta nos vem, tal qual o som de um trovão: falta vida. Falta ali a nossa vida. No quadro que pintamos e mostramos ao mundo, não estamos presentes em essência. Apenas nossa máscara encara os passantes, nos olha de volta no espelho e convive com os presentes. Os relacionamentos amorosos, pessoais, profissionais, obedecem aos limites impostos por ela. Optar por permanecer mascarado, mesmo reconhecendo a insatisfação advinda disso, é aceitar a estagnação em prol do comodismo e, enquanto isso, o vento torna-se a cada momento mais violento, e o som do trovão mais forte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Libertação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai a tempestade.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ragnarokz.net/wp-content/uploads/2009/11/thunderstorm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.ragnarokz.net/wp-content/uploads/2009/11/thunderstorm.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Trovões ribombam de forma ensurdecedora. Ventos parecem querer nos arrancar do lugar. Receosos, desejamos nos esconder da fúria da natureza. Porém, hoje, as vítimas somos nós: nós e nossos medos, nossas fraquezas, nossos traumas, espiritualidade e perfeições. Debaixo da cama, dentro da torre construída com tanto empenho, sentimos seu tremor. Seus tijolos já não passam tanta segurança e suas estruturas parecem prestes a ruir. O temporal aumenta de intensidade. Um raio, mais forte e brilhante que os outros, corta o céu com destino certo: a nossa torre. Ele acerta o topo do nosso orgulho, dilacerando nossas defesas e nos atirando para fora da nossa zona de conforto. Caímos feito sacos de farinha no chão, indignados por sermos tão frágeis quanto, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que somos. A chuva molha nosso rosto pela primeira vez em muito tempo. O vento castiga nossa face como há muito não fazia. O que fazer agora? Para onde ir? Sabíamos que um dia a natureza, interna e externa, iria se revoltar e nos forçar a busca de um novo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa realmente como essa queda se dê. A própria estrutura dinâmica da vida não admite a permanência: viver é estar em constante mudança. Tentar ficar dentro de uma redoma, mesmo que construída com os melhores motivos (ou desculpas) possíveis, é estar contra o fluxo natural. Dentro de nossos corpos, diariamente, os órgãos se renovam. Da mesma forma, nossos atos precisam nos levar ao encontro à renovação, ao encontro a novas vidas, todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva, após a tormenta inicial, vai amainando aos poucos. Os raios cessam, os trovões já não podem ser ouvidos. Olhamos em volta e percebemos que podemos seguir para qualquer caminho, já que perdemos tudo que tínhamos. O céu permanece escuro, mas podemos pressentir a presença do sol. Ele está em algum lugar entre aquelas nuvens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de ir encontrá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-8613345446351541343?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/8613345446351541343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=8613345446351541343&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/8613345446351541343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/8613345446351541343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2010/01/torre-rupturas-e-libertacoes.html' title='A Torre - Rupturas e Libertações'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/201/473920107_b9f018b76b_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-7735710428594800476</id><published>2009-12-28T19:46:00.001-02:00</published><updated>2009-12-28T19:46:38.495-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Eremita e a Roda da Fortuna</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IX - O Eremita&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SyG4dWEcP3I/AAAAAAAAAmY/ixPZLD4hSqk/s1600-h/eremita.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SyG4dWEcP3I/AAAAAAAAAmY/ixPZLD4hSqk/s320/eremita.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Da luz do Eremita a nossa própria luz interior renasce, fitando seus olhos bondosos e seu semblante de quem muito viveu e muito tem a nos ensinar. O lampião ilumina seu caminho, fracamente até, se pensarmos numa noite escura sem lua, mas é o suficiente para que ele enxergue o próprio caminho e que se faça enxergar pelos outros. Suas roupas não são luxuosas, nem seu bastão é adornado, o próprio lampião é simples e poderia ser adquirido em qualquer mercado; os atributos do Eremita estão além dos olhos, é preciso enxergar sua alma para poder reconhecê-lo. Sua simplicidade é o retrato do que ele buscou: a essência. Em uma solidão auto-imposta, ele passou por um período de reconhecimento de si mesmo e de aprendizado pela observação e pelo silêncio interior. Vagarosamente, a solidão deixou de ser um martírio, para se tornar um benefício: ele aprendeu a apreciar a própria companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distanciou-se das preocupações cotidianas para que seu tempo estivesse ocupado em aprender as leis universais que rege cada um de nós. O Eremita abriu mão da vida em sociedade para que pudesse descobrir sua própria luz, longe das luzes artificiais das cidades. Seu caminho anterior encontra-se resolvido, por isso ele não sente a menor necessidade de olhar para trás e ver o que deixou. Sua escolha foi feita de forma consciente, e por isso, não existem arrependimentos. O bastão o apoia, o protege (sempre pode ser usado como uma arma) e reforça sua integração com a terra, não deixando que ele passe a se sentir acima da humanidade por causa das descobertas que fez. Suas roupas são práticas, podem protegê-lo das interpéries e ao mesmo tempo não o impedem de caminhar livremente. O lampião é a luz que ele próprio alimenta, sem que sua inteligência esteja a serviço essa luz apagaria rapidamente, e isso nos mostra uma lição: não existe luz eterna, qualquer que seja ela precisa ser alimentada conscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu desafio consiste em não criar falsas imagens de um Eremita e mergulhar na imitação do que não tem relevância: a aparência, as roupas, o bastão, o lampião. Vestir-se como um não efetua nenhum tipo de transformação, a luz que alimenta o lampião vem de dentro. Além disso, buscar um isolamento literal da sociedade não é imperioso, já que a mensagem é não deixar que as preocupações da sociedade impeçam que haja espaço para que floresça a essência da sabedoria. E por último, é preciso aprender a conviver com a solidão, de forma que ela não se torne sua única companheira - fazendo de si mesmo um ser arredio à companhia dos outros - ou pior ainda, que a procure como uma fuga a um feroz sentimento de inadequação em relação aos outros. Vestir capas para acobertar esses qualquer um desses problemas não os solucionará, apenas fará com que o tempo faça-os mofarem e cheirarem mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;b&gt;Utilização Prática:&lt;/b&gt; A vida lhe apresenta o caminho do aprendizado. Ele pode até mesmo se apresentar como as três vias da Cabalá: a aprendizagem pelos livros, depois pela orientação de um guia e por último a experiência direta da união extática com Deus. Entender essas fases, para não perder-se em preconceitos é fundamental: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;1-&lt;/b&gt;A aprendizagem pelos livros - quando falamos de aprender a partir dos textos, em momento algum é desprezado a sabedoria interior, mas para que possamos abrir e expandir nossa mente o caminho dos livros e das experiências dos outros pode nos abrir indagações que demoraríamos um tempo muito maior para assimilar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2-&lt;/b&gt; Orientação de um guia - O preconceito pode fazer com que muitos desejem pular essa parte, mas é importante esclarecer que temos "professores" ou "guias" em todo tempo de nossa vida. Podemos aprender ouvindo de um trauseunte na rua uma frase perdida que nos toque e faça brilhar uma luz em nosso interior. Conversar e trocar experiências com pessoas mais vividas e/ou mais velhas também são fontes inesgotáveis de saber, não é preciso que se aceite a experiência alheia literalmente, mas ouvi-la pode nos trazer pontos de vista não imaginados de uma situação vivida. Saber ouvir, além de discutir e filtrar o que se ouve, faz parte do processo do aprendizado que leva a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3-&amp;nbsp;&lt;/b&gt;União extática com Deus - É importante não abrir mão desta última, independente da religião seguida (ou mesmo da falta dela), já que ela significa a união com o Deus interior.&lt;br /&gt;A chama que precisa ser acesa, e alimentada, é a nossa centelha divina. E essa mensagem está sendo claramente apresentada em seu caminho. Enxergá-la, entendê-la e aplicá-la faz parte do processo de aprendizado que o Arcano veio lhe trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;b&gt;X - A Roda da Fortuna&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SyG6SaGCHRI/AAAAAAAAAmg/1DVcADCaO-8/s1600-h/rodafortuna.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SyG6SaGCHRI/AAAAAAAAAmg/1DVcADCaO-8/s320/rodafortuna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Gira o mundo e com ele a vida, analogia perfeita para a Roda da Fortuna. Quem está em cima, logo estará embaixo. O que sobe tem que descer. O poder é ilusão passageira e a sabedoria nos mostra que o destino segue inexorável para aqueles que seguem em sua vida na superfície. Um dia após o outro, tomando decisões sem conhecer as motivações interiores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Vemos na Roda a figura de uma mulher vendada (alusão a Justiça) que retarda a subida de um homem, outro rapaz acaba de ser alçado para fora do poder e se encontra em queda enquanto um terceiro está no chão, esperando o momento em que puder escalar a roda novamente. Dessa forma, todos ali são regidos pela mulher que não os vê, são todos iguais em sua indiferença e, portanto fáceis de manipular. Completamente inconscientes, eles se preocupam apenas com o status atual. Cada um segue tal qual fantoches, sem perceber que não são livres e nem estão fazendo escolhas, apenas se deixam levar pelo fluxo da vida. O único que sorri e permanece além de todo esse sofrimento é o garotinho que se encontra acima da roda. Ele não depende de seu movimento, porque suas decisões vêm do mais profundo do seu ser. Ele não é regido, mas rege.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A Roda da Fortuna mostra as mudanças que todos passamos na vida, mas coloca-as fora de nós, onde em vez de agirmos em nosso caminho, apenas reagimos aos estímulos encontrados. É preciso mirar o garotinho fora da roda, e compreender que as mudanças tem que vir de dentro de nós para fora, de forma que não nos entreguemos a uma rotina massacrante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O grande desafio desse Arcano é fazer as próprias mudanças, buscando a consciência em cada ato, desligando o piloto automático para que possamos verdadeiramente dirigir a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; Quando este Arcano aparecer, prepare-se para mudanças: elas vão ocorrer. Procure nessa oportunidade refletir em que ponto você buscou mudanças ou se elas vieram ao seu encontro pela entrega que fez da própria vida nas mãos do destino. Investigue as mudanças, porque elas podem abranger vários aspectos da sua vida. E aproveite também refletir como é sua reação as essas modificações, o quanto sofre pela perda da estabilidade alcançada e como lida com o novo na sua vida. É preciso mudar, para que a vida continue. E se não mudamos sozinhos, a vida muda por nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-7735710428594800476?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/7735710428594800476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=7735710428594800476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7735710428594800476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7735710428594800476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/12/o-eremita-e-roda-da-fortuna.html' title='O Eremita e a Roda da Fortuna'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SyG4dWEcP3I/AAAAAAAAAmY/ixPZLD4hSqk/s72-c/eremita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6046984149396709071</id><published>2009-11-08T22:47:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T22:51:53.376-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Carro e A Justiça</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;VII - O Carro ou A Carruagem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SvdnGFbOmjI/AAAAAAAAAlw/DOe53NfP1mk/s1600-h/carro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SvdnGFbOmjI/AAAAAAAAAlw/DOe53NfP1mk/s320/carro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Neste momento, o carro nos entrega as rédeas. Para entendê-lo é preciso que nos lembremos de suas funções práticas no dia a dia e delas retiremos as lições necessárias. Notem que o auriga (ou motorista, em termos mais modernos) não é o personagem principal. A sua função é apenas conduzir o veículo, seja ele uma biga, uma bicicleta ou um carro esporte. O carro está acima da terra e abaixo do céu, ele nos coloca em contato com o meio, com o intermediário e com a distância. Nem mais estamos em contato com a Terra, e ainda não alcançamos o céu, não vemos água e o ar nem mesmo consegue refrescar nosso rosto. Estamos órfãos dos elementos exatamente para que possamos senti-los, para que possamos buscá-los, para que possamos percebe-los em nós e não apenas fora de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É importante ter as rédeas do teu veículo, mas para alcançar o destino que realmente deseja, é importante saber para onde se deseja ir e por qual caminho. O grande aprendizado da viagem não é o ponto de chegada, mas a estrada em si: é ela, com seus buracos, obstáculos, surpresas e vistas maravilhosas, que mais nos ensina. Para que consigamos dirigir, precisamos mais que controlar o veículo, precisamos conhecer e controlar a nós mesmos antes que numa curva qualquer do caminho nos atiremos num precipício por puro descontrole ou descaso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O desafio desse arcano é obter o controle, as rédeas, a direção sem nos distanciarmos de nosso objetivo. E mais que chegar a algum lugar, precisamos ter certeza que estaremos orgulhosos da forma como o fizemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; O carro nos traz a mensagem sobre objetivos e conclusões. Ele nos mostra que temos um longo caminho pela frente, antes de chegarmos a qualquer lugar. Esse caminho, repleto de surpresas, é que irá fazer a diferença quando chegarmos ao nosso destino. Importa sim quais são os meios, dizer que não é negar o próprio aprendizado da vida, posto que o objetivo conhecido de todos é a morte. Importa conhecer quem é aquele que dirige, apenas o domínio de si mesmo poderá fazer com que aquele que é dirigido (o Carro, os animais) o obedeçam. A vida lhe chama para que você aceite a responsabilidade de conduzi-la, do destino resultado da estrada que está seguindo, do aprendizado que o caminho tem a lhe mostrar. Aceitar essa responsabilidade é uma opção, mas fugir dela é deixar que o acaso tome as rédeas e isso, por si só, já é um caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;VIII - A Justiça&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SvdnIgv6uyI/AAAAAAAAAl4/405Ip0Qfi8k/s1600-h/justica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SvdnIgv6uyI/AAAAAAAAAl4/405Ip0Qfi8k/s320/justica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Do prato da justiça pende a balança que nos mostra como está nosso equilíbrio, nossa capacidade de ser imparcial diante das questões da vida: da nossa vida. O velho conceito de que a justiça é cega pode nos iludir a todos se o entendermos da forma literal, mas na realidade fechar os olhos físicos é abrir os olhos interiores: nem sempre os fatos mostram a realidade em toda sua abrangência; muitas vezes eles conseguem apenas nos fornecer os ângulos incompletos de um problema. O mesmo fato observado por várias pessoas terá descrições diferentes, às vezes até opostas. Exatamente por isso, é preciso que nos concentremos no que nos diz respeito, sem tentarmos posar de juízes dos outros, quando as visões que temos dos problemas alheios não conseguem incluir as suas experiências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A deusa sentada ao trono tem a espada de fio duplo levantada. Esta espada mostra claramente que a busca pela justiça é uma luta, muitas vezes uma luta mental - posto que a espada é, normalmente, associada ao elemento AR - mas além de tudo, por cortar de ambos os lados, simbolizando que toda questão é ambivalente. A ética interior é o princípio que conta no momento da escolha, na hora de verificar qual dos lados pesará mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É preciso que uma visão aguçada, que vá além daquilo que desejamos ver, seja desenvolvida. A coruja traz em sua figura tanto a sabedoria, como a visão. Durante a noite, quando "todos os gatos são pardos" ela pode enxergar claramente e, dessa forma, caçar a sua presa. Se, como ela, conseguirmos ver além das sombras enganadoras da obscuridade, podemos trazer nosso objetivo até nós: um objetivo real e não algo que apenas se pareça com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O desafio da justiça é ser imparcial em seus julgamentos. Deixar-se levar pelos desejos e paixões interiores de forma desenfreada, sem colocá-los em suas devidas proporções, é entregar as escolhas ao acaso, algo como: "se eu der sorte, isso vai funcionar", completamente desprovido de lógica. É importante olhar para dentro, e utilizar a força interior para que suas escolhas sejam conscientes e não apenas impulsos vazios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Todo esse desenvolvimento visa desenvolver uma ética interior, mas que - seja bem frisado - só valerá para nós mesmos. Utilizar essa ética para julgar os outros é um exercício de egocentrismo, onde defendemos que nossa visão é a melhor e mais correta para todos, sem perceber que ela é limitada ao nosso mundo (criação, meio, cultura, herança) e que não temos alcance para compreender o mundo alheio. Por isso, o desafio também é composto de humildade para que possamos entender que o poder do julgamento é nosso, para nosso uso pessoal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; A vida lhe apresenta as ferramentas para que se conscientize de como chegar a uma decisão justa e ponderada, que vale apenas para você. Ela o prepara para a luta que cada um de nós enseja quando estamos dispostos a defender nossa integridade pessoal e ética do mundo que tenta nos moldar a padrões pré-estabelecidos. Você tem a sua disposição a sabedoria interior, que é encontrada no silêncio, e o conhecimento de onde deseja chegar. É preciso levantar a espada, segurando-a firmemente, mesmo que não se tenha a intenção de usá-la até que seja necessário. A firmeza é exigida para que todo o teu mundo exterior aceite e se molde aquele que o comanda: você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6046984149396709071?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6046984149396709071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6046984149396709071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6046984149396709071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6046984149396709071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/11/o-carro-e-justica.html' title='O Carro e A Justiça'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SvdnGFbOmjI/AAAAAAAAAlw/DOe53NfP1mk/s72-c/carro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-104794520865986584</id><published>2009-11-02T16:41:00.000-02:00</published><updated>2009-11-02T16:47:00.714-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Hierofante e Os Enamorados</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;V - O Hierofante&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Su8o1Da7wDI/AAAAAAAAAkw/UnoWGcWZd8Q/s400/hierofante.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 201px; height: 299px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399579370156965938" /&gt;&lt;div&gt;Existe um poder que se encontra por trás do poder. Existe uma força que direciona todas as forças. Esse poder, essa força, esse guia transfigura-se em nosso HIEROFANTE. Suas mãos doam e recebem, a energia que o circunda transpassa os canais sutis da consciência e se deposita diretamente em &lt;/div&gt;&lt;div&gt;nosso inconsciente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos buscamos quem nos oriente, mesmo que neguemos esse papel a um único ser. Numa frase perdida do jornal ou na boca de um desconhecido na rua, ouvimos verdades inerentes ao nosso interior e que nos fazem repensar conceitos que considerávamos reais. Veja: eis o Hierofante se fazendo presente. A importância de sua figura está no que ele faz sem que possamos perceber sua influência. Ele é aquele que nos faz perceber detalhes que passavam despercebidos, que nos dá bons conselhos, que nos coloca diante do que aprendemos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Possui quatro aspectos principais: o mártir (que ensina pelo exemplo e pela dor), o dogmático (que guia - e se guia - pelas leis aprendidas, pela tradição e busca converter pela fé), o manipulador (que mostra mas não ensina o conhecimento, de forma que torne as pessoas dependentes de sua sabedoria) e por último o Iniciador (que inicia a pessoa, de forma que ela adquire o conhecimento conforme fica preparada). Seu desafio consiste em não se deixar cegar por esse papel, tentando decidir o que cada um pode ter conhecimento e enganando-se no papel de "o mais sábio". Estudo não traz sabedoria a ninguém, apenas a vivência o faz. Podemos passar a vida acumulando teoria sem jamais vislumbrarmos a essência. É vazio o conhecimento dado por estantes e mais estantes de livros, se estiverem separados da vida cotidiana. Nos escondermos atrás de 'cientificismos' &lt;/div&gt;&lt;div&gt;inócuos apenas nos tornará teóricos embolorados, conforme o tempo for passando. Em qualquer lugar, precisamos ter consciência e visão do outro, enxergá-lo significa não menosprezá-lo. Quando menos esperamos, as pessoas nos surpreendem. Permitam a surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Utilização Prática:&lt;/b&gt; Quando este arcano aparecer, permita que frases soltas, provérbios, músicas te guiem para um novo rumo na consciência. Deixe que a mensagem vá além da superfície e aceite que as menores coisas podem ter efeitos poderosos sobre o interior. As vezes, encontramos guias porque estamos prontos a mudar nosso ponto de consciência atual, e esse guia tem tarefa importante para ajudar com que enxerguemos nuances que passam despercebidas. Estamos prontos para ver, falta o empurrãozinho. Não deixe o preconceito contra a palavra "mestre" te prive deste contato. Só é dominado aquele que se deixa dominar. Lembrando-se disso se entregue às lições e estude-as detalhadamente, esse período mostra que muito conhecimento será adquirido e exigido, por isso prepare-se: o que a vida nos dá, ela cobra uso posteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;VI - O Enamorado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Su8o7ZPsGDI/AAAAAAAAAk4/y2-Yefsc_R8/s400/6marselha.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 171px; height: 335px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399579479094597682" /&gt;&lt;div&gt;Nesse momento vemos a indecisão que se afigura a nossa frente. O que somos e o que seremos nos puxam pelos braços sem que consigamos reagir. Existe uma pressão imensa para que possamos nos decidir: de um lado tudo que sempre conhecemos, nossos sonhos e medos de criança; do outro um mundo novo e inexplorado de sentidos e sentimentos. Que caminho escolher? A liberdade nos traz como responsabilidade o livre arbítrio, e as consequências. Ser livre, mais do que fazer exatamente o que se quer, prediz que precisamos saber o que queremos e como chegar onde queremos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para sermos livres, é preciso entender onde termina a influência da família e começa a da sociedade. Não basta também estarmos fora da sociedade, dizermos que nos apartamos dela, porque o processo pode ter emperrado exatamente nesse ponto: quando decidimos ir contra tudo que nos pregaram, sem perceber que isso também nos escraviza, a verdadeira liberdade dá voz àquilo que queremos cantar e não apenas a rebeldia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser rebelde é estar preso ao que nos ensinaram. Ser livre é, antes de tudo, conhecer a si mesmo para poder decidir o que se quer: é um processo de vida inteira. O rapaz ao lado, entre as duas mulheres, ainda está inconsciente. Nem mesmo percebe seus instintos sendo aguçados pelo cupido que se prepara para flechá-lo colocando-o nas mãos do acaso. Atiçado pelo menino alado, o herói pode decidir com os hormônios, em vez de fazê-lo com o interior. Ao mesmo tempo, ele pode perceber a manipulação que está vivendo e buscar um caminho alternativo, nem o da mãe ou o da namorada, mas um que pertença a ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um em que ele passe a tornar-se consciente de quem é, do que quer e de como deseja chegar lá. Apenas dessa forma, o sentido da liberdade torna-se real e nosso herói poderá enxergar todos os ângulos da questão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Utilização Prática: &lt;/b&gt;Vai decidir? Decida-se de forma consciente. Quer consciência? Busque-a. O movimento que nos leva a nós mesmos pode levar a vida toda. É a forma real de termos algo parecido ao livre arbítrio. Então o momento é de consciência e meditação nas decisões. Procure enxergar quem decide por você: os valores familiares, a sociedade, o acaso. Procure enxergar em cada decisão (por menor que seja) uma oportunidade para exercer o autoconhecimento. Perceba que entregar a vida nas mãos de um suposto destino é ser conivente com ele, e portanto responsável por cada conseqüência. É aceitar que vai receber a colheita da semente que não escolheu, mas plantou porque era o que estava a mão. Busque as próprias sementes, e plante o que deseja colher. Seja responsável por suas atitudes e pelas consequências que advirem delas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-104794520865986584?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/104794520865986584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=104794520865986584&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/104794520865986584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/104794520865986584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/11/o-hierofante-e-os-enamorados.html' title='O Hierofante e Os Enamorados'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Su8o1Da7wDI/AAAAAAAAAkw/UnoWGcWZd8Q/s72-c/hierofante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-127868030179632787</id><published>2009-10-25T22:25:00.000-02:00</published><updated>2009-10-25T22:31:20.790-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>A Imperatriz e o Imperador</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Por Ana Marques&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SuTtc4JjdOI/AAAAAAAAAkA/jorkpbhkss4/s400/imperatriz.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 340px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396699333861274850" /&gt;III - A Imperatriz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua força e integridade, na abertura com que olha para a vida, fitamos a Imperatriz. Sua coroa de estrelas mostrando sua ligação com o divino, seu cetro de poder que indica a autoridade conquistada. Seus pés repousam sobre um regato, e a água - símbolo do inconsciente, das emoções e da fluidez - rege todo seu ser de baixo para cima. A Imperatriz não se preocupa com o reino, mas com o povo do reino. Em nenhum momento ela verifica as posses do castelo, mas quem cuidará das doenças, da comida e da educação de cada habitante que está sob seus cuidados. A Imperatriz age no mundo pelo sentimento, pela integração com a natureza que a cerca. Ela é a própria natureza, encarnando a mãe de todas as criaturas. Seu estado natural é estar permanentemente grávida: gerando idéias, sonhos, projetos e mudanças. Cada filho que nasce, ela nutre em seu seio e depois o vê sair caminhando vacilante, como todo bebê. Continua cuidando dele, com seu desvelo interior, e aguarda que se torne independente, para que possa doar sua atenção aos outros que necessitarem desses cuidados. Tem grande afinidade com as ervas, as flores, os alimentos, as artes manuais e as expressões artísticas em geral. É uma apaixonada pela beleza da vida e a poesia intrínseca a cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio da Imperatriz se dá em duas fases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitir que suas criações nasçam, de forma que não apodreçam no útero do medo da realização. Tudo que é gerado necessita vir à luz. E manter qualquer projeto (ou sonhos, ou idéias) dentro de si mesmo, é o mesmo que condená-lo a morte. É energia estagnada e desperdiçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o bebê atingir a idade em que não necessita mais dos cuidados maternos, permitir que ele se vá. Deixar que uma idéia ganhe seu próprio espaço no mundo, é permitir que ela viva em sua plenitude. Todo projeto ultrapassa o criador, porque passa a agir no mundo e a modificá-lo sendo, portanto, modificado também. Não importa quão bem planejamos algo em nossa vida, ao executá-lo ele toma vida própria, exigindo novas mudanças que não havíamos imaginado. Limitá-lo ao que criamos, seria o mesmo que escolher a profissão de nossos filhos. E ao fazer isso estaríamos castrando-os. Impedindo-os de serem aquilo que desejam, para que se tornem apenas o que imaginamos para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Utilização Prática:&lt;/b&gt; Utilize a energia criadora, energizadora e nutridora da Imperatriz. É chegado o tempo de criar, por isso, permita que essa energia te permeie para que aprendas a alimentar seus sonhos. A criatividade está sendo solicitada em sua vida, e ignorar essa fase é o mesmo que dar adeus aos projetos que podes realizar. Aproveite, aprenda e interiorize. Uma vez que essa energia faça parte de você, compreenderá como permanecer amamentando suas idéias e dando segurança ao que deseja realizar. Reflita sobre sua vida, sobre onde está deixando de criar. E imediatamente, comece a despertar toda sua imaginação para que aja na sua vida de forma construtiva. E lembre-se que os sonhos, após realizados, não nos pertencem mais. Deixe que eles cumpram seu papel e permaneça no seu de cultivar novos sonhos, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV - O Imperador&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SuTtmqpPZMI/AAAAAAAAAkI/hC-5-nNK_mw/s400/imperador.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 266px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396699502034773186" /&gt;Diante de qualquer medo este arcano se ergue para nos proteger. O Imperador utiliza toda sua autoridade e força para manter a vida em seus eixos e os súditos calmos. A sua meta é a tranquilidade e a abundância, aqui estaremos providos de tudo que é necessário: o Imperador nada deixa nos faltar. Suas metas são estabelecer limites e realizações concretas, ele se ausenta do mundo religioso ou filosófico para que o mundo físico possa ter suas bases sólidas. Ele é a figura do pai: provedor, terno e autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A coroa e o bastão em suas mãos, bem firmes, mostram que seus objetivos podem ser tocados. O trono assentado diretamente na terra (num solo extremamente fértil) o coloca em contato direto com a abundância. O seu povo, pelo qual ele sente uma enorme responsabilidade, não pode passar necessidades. Para ele, tanto a criança quanto o velho, precisam ser guiados e alimentados. A cabra, que teve sua simbologia associada a fartura devido ao mito de Amaltéia - a cabra que amamentou Zeus e que teve um de seus cornos transformado na cornucópia que trazia os dons da prosperidade - está ao lado do rei, como fiel integrante de seu reino. O falcão tem, entre seus principais atributos, uma visão poderosa por sua amplitude, e estando no ombro do rei simboliza a visão divina deste, que pode ser utilizada para tomar as melhores decisões visando o bem estar coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Imperador nos traz a idéia daquele que firma as bases da vida material, que nos mostra os limites definidos na física de Newton e que estabelecem as regras usuais de vivência na Terra. Exatamente quando tratamos dos assuntos cotidianos, tais como: trabalho, estudo, a família, as contas, o salário. Ele mostra a determinação nas causas possíveis, a força no que é concreto e que poderá nos trazer confortos ou desconfortos. Sua autoridade é permanente e indiscutível, da mesma forma que estarmos vivos e respirando também o é. O Imperador coloca os pés no chão e toda sua energia está em fazer florescer esse solo, com o qual ele se mistura e do qual ele veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu desafio consiste em não firmar sua autoridade de forma que se torne uma ditadura e em que os anseios do espírito e do coração não tenham possibilidade de expandir-se. Acreditar que o mundo da matéria pode suprir todas as necessidades interiores pode ser tão danoso quanto ignorar essas mesmas necessidades em prol da evolução do espírito. O alimento do corpo não é suficiente para o homem, se o fosse todo o processo de individuação, análise do indivíduo, busca pessoal, entre outras facetas que fazem parte do ser humano, seriam banalidades. É importante respeitar o indivíduo e não deixar que o Imperador acredite ser o dono de todas as verdades de cada um de seus súditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; Quando o Imperador aparece é o momento de olhar para sua vida física e dar à devida atenção a ela, sem deixá-la de lado por questões filosóficas ou religiosas. Busque dentro de si mesmo a organização, disciplina e a visão de seu reino, tome consciência da existência dele e de como o construiu. Modifique-o se necessário. Não se coloque numa posição de quem tudo sabe e pode, porque ao buscar uma visão equivocada de si mesmo poderá cair na armadilha do conto de fadas "As Roupas Novas do Imperador". E movido pelo orgulho demorar a perceber que está nu no meio da multidão que se diverte a sua custa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-127868030179632787?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/127868030179632787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=127868030179632787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/127868030179632787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/127868030179632787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/10/imperatriz-e-o-imperador.html' title='A Imperatriz e o Imperador'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SuTtc4JjdOI/AAAAAAAAAkA/jorkpbhkss4/s72-c/imperatriz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-53927479008631971</id><published>2009-10-19T22:26:00.000-02:00</published><updated>2009-10-20T18:13:38.562-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Mago e a A Sacerdotisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/St0E6_bbZlI/AAAAAAAAAjI/4N5mQofsdZw/s400/mago.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 202px; height: 374px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394473340165121618" /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;I - O Mago&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mago é aquele que adquiriu conhecimento pelo caminho, mais amadurecido já consegue distinguir nos elementos naturais - água, fogo, ar e terra representado respectivamente pelos objetos taça, bastão, espada e moedas - a força que move a magia. Seu chapéu de abas largas diz que sua mente pode apreender o infinito e seu impulso é o de aplicar tudo que tem aprendido para poder vivenciá-lo na prática. O Mago deseja resultados, e logo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua impaciência e sua sede de aprendizado podem se transformar em sede de poder, e sendo assim ele pode enveredar pelo caminho da arrogância. Nesse caminho qualquer pessoa que não possua o mesmo saber que ele não lhe serve de companhia. Ilusoriamente, aumenta a amplitude do próprio conhecimento e por vezes pode se tornar auto-indulgente a ponto de acreditar que nada mais tem a aprender.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Mago tanto pode galgar degrau a degrau de forma paciente e visando a sabedoria em si e não o proveito próprio, como pode desvirtuar o próprio caminho procurando tornar-se mestre dos outros sem possuir bagagem para ser nada além de um aprendiz. Ele pode iludir com os poucos truques que aprendeu e utilizar sua magia como uma forma de influenciar os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desafio do mago consiste em seguir em frente com seus estudos, sem deixar-se levar pelas falsas glórias que o início do aprendizado nos mostra. A consciência do muito que se tem para aprender muitas vezes é a lição necessária para que ele não tropece exatamente no que foi buscar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; A vida lhe apresenta os apetrechos e o conhecimento inicial. Saber como utilizá-lo depende única e exclusivamente de você. O caminho é composto pelos passos que damos, de acordo com a direção que seguimos. Você tem à sua frente nesse momento a exata maneira de alcançar um objetivo, mas a mestria somente é conseguida se praticada e criticada regularmente. Não adianta levar adiante alguns truques como se fossem o aprendizado completo, eles são apenas o ponto de partida. No entanto, são eles que farão com que a caminhada se inicie. Boa jornada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/St0FEDrHGtI/AAAAAAAAAjQ/cNHD9Aqoqj8/s400/papisa.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 400px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394473495923464914" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;II - A Sacerdotisa ou A Papisa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na figura da Papisa, encontramos aquele que tropeçando em seu próprio caminho, buscou centrar-se em seu aprendizado antes de sair pelo mundo acreditando que poderia tocar os outros com a varinha de condão e modificar-lhes a vida. Agora é o momento de concentrar-se em aprender, de ser humilde no muito que ainda não se sabe e no longo caminho a se percorrer. A Papisa carrega um livro sagrado onde estão os ensinamentos que ela deseja entender. Seu chapéu pontiagudo a liga aos céus, mostrando que seu objetivo está além do que é material. Um bastão em sua mão a apoia em sua caminhada, ela mostra paciência, perseverança e solidez em seu porte. Seus olhos fitam o infinito, ela sabe onde deseja chegar, mas não tem pressa. Ela está coberta da cabeça aos pés, mostrando que o momento é para se resguardar, a Papisa não fala, escuta. E não escuta como quem compreende, mas como quem deseja aprender. Ela escuta como o aluno diante da explicação da matéria predileta. Ela se prepara para ensinar. Em algum momento no futuro ela irá passar adiante todo conhecimento que está acumulando e para isso precisa saber o quanto é duro adquirir esse saber. É o trabalho de uma vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desafio de A Papisa consiste em não se deixar aprisionar no caminho, não se prender no acúmulo de conhecimentos sem transformá-los em prática. Se ela permanecer sentada absorvendo sem nada doar, estará indo contra as leis do Universo onde tudo está em movimento. Água parada fica turva, o que não se movimenta atrofia. A Papisa precisa confiar em si mesma o suficiente para sair pelo mundo, e continuar a cumprir o próprio caminho sem se prender a um falso perfeccionismo de que jamais estará pronta para enfrentar o próximo passo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; O conhecimento se aprofunda conforme avançamos em nosso caminho. Dentro da sua própria perspectiva, é preciso prestar atenção em tudo que aprendeu e está aprendendo, para que não se perca em conjecturas filosóficas que não saem do plano das idéias. O que você tem aprendido, foi feito para ser aplicado e não apenas para ser acumulado. Embora seja o momento de estudar, procure se conscientizar de que todo aprendizado tem uma prova prática, e a sua também vai chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-53927479008631971?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/53927479008631971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=53927479008631971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/53927479008631971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/53927479008631971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/10/por-ana-marques-i-o-mago-o-mago-e.html' title='O Mago e a A Sacerdotisa'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/St0E6_bbZlI/AAAAAAAAAjI/4N5mQofsdZw/s72-c/mago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-3083647391694155806</id><published>2009-09-27T22:45:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T22:55:17.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Louco - Arcano 0 ou 22</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O olhar do Louco mostra a busca que se inicia, a falta de medo e a ignorância que ele tem do perigo. O cachorro que o segue o avisa e tenta impedi-lo de seguir adiante. Porém o caminho que ele necessita seguir é em direção ao precipício, ele segue para se arriscar mesmo que não tenha consciência disso. Em sua sacola, apenas o necessário. O Louco não carrega nada que não seja imprescindível, o supérfluo não faz parte de sua história. No início do caminho, como ele está, precisa ter espaço para que possa guardar suas experiências. Seu momento é o agora e como uma criança recém-nascida, ele não teme o futuro porque ainda não aprendeu o que é o medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Louco age de forma temerária, sofre de excesso de autoconfiança. E nesse ponto sua força pode se tornar sua fraqueza: ele segue sem esperar cair e, num momento  de queda (e todos nós caímos em algum momento), pode se revoltar contra a vida e negar-se a seguir adiante, tal qual criança birrenta quando contrariada. O Louco é imaturo, está começando o caminho, e tanto pode seguir adiante como desistir frente a um obstáculo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desafio dele é exatamente este: trilhar o caminho, sofrer os acidentes (naturais em qualquer estrada) e mesmo assim não desistir, disposto e firme no propósito de chegar à consciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Utilização prática:&lt;/b&gt; Nesse momento, a vida te coloca em conexão com o novo, com o começo, com a criança interior. Ouça-a, sinta-a, conheça-a, deixe-a expressar-se. Ela entrou na sua vida para te mostrar o quanto têm-se prendido ao passado, ao que não te serve mais, ao quanto sua vida necessita, ou está prestes, a mudar. Permitir as mudanças faz com que cresçamos, resistir à elas faz com que esse crescimento doa desnecessariamente. Sinta a vida, seu impulso criativo, que veio bafejar em seu rosto os caminhos que se abrirão para que novos rumos possam ser seguidos. Entre de cabeça no novo, mas lembre-se de olhar onde pisa, não se deixando aprisionar na armadilha da inconsequência utilizando a inocência como desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-3083647391694155806?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/3083647391694155806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=3083647391694155806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/3083647391694155806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/3083647391694155806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/09/o-olhar-do-louco-mostra-busca-que-se.html' title='O Louco - Arcano 0 ou 22'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6015530090075345424</id><published>2009-09-14T00:54:00.000-03:00</published><updated>2009-09-14T01:05:33.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>O Tarô e o Futuro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;Por Ana Marques&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Sq2_VAO0OmI/AAAAAAAAAhE/qOuOjpGVMG8/s400/imagem1.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 154px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381167497337911906" /&gt;&lt;div&gt;Olhamos para o tarô e o associamos ao incerto, ao vazio, ao desconhecido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazemos dele uma ponte para as nossas projeções do futuro, a partir da nossa idéia do que nos está reservado. Suas misteriosas figuras nada nos dizem, por vezes, mas sentimos intensamente que os símbolos fazem parte de nosso interior, e que seus mistérios nos&lt;/div&gt;&lt;div&gt; levarão a conhecer conquistas ou infortúnios que nos estão reservados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que não conseguimos perceber é que os sentimentos que o tarô desperta existem dentro de nós: são espelhos da nossa vida e da forma como encaramos cada fato ocorrido no dia a dia. Por mais que pareça estranho pensar assim, o futuro não é uma incógnita: ele é o resultado de cada uma de nossas ações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O Futuro: construído ou predestinado?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se com nossas atitudes, toda uma série de acontecimentos ocorre, com que então poderíamos afirmar a existência de algo parecido com o Destino? Ou com a noção vendida e difundida a respeito do Destino? Onde vamos colocar na nossa vida a idéia de um ser "superior" que nos guiaria, onde seríamos como cachorrinhos na coleira do dono? Aceitar a existência desse mestre que escreveria as linhas de nossas vidas, seria como aceitar a castração do indivíduo, a limitação da capacidade do ser para conduzir a própria vida. De que serviria crescer, se aperfeiçoar, ler e produzir, se a nossa vida estivesse inteiramente pré-determinada? A própria idéia do livre arbítrio contradiz essa noção de destino traçado. No mo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mento em que acreditamos que podemos decidir nosso caminho, estaremos automaticamente influenciando o nosso futuro. Se, ao contrário, o destino é imutável, então o livre arbítrio é uma piada de mau gosto, porque de antemão tudo é conhecido e estamos vivendo dia após dia com as conseqüências de escolhas que outros fizeram por nós, enquanto nos enganam, dizendo que fomos nós que decidimos assim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acreditar na predeterminação é abdicar da responsabilidade perante a própria vida e, em muito, do sentido dela. Qual seria o sentido de vivermos procurando ser melhores do que fomos, se tudo que poderemos ser já &lt;/div&gt;&lt;div&gt;é conhecido de antemão? Se não existem surpresas e nem escolhas? Se somos peões num jogo de xadrez cósmico?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos acreditam em destino, mas não pela lógica, porém por uma insistência em fugir de si mesmo e das consequências advindas das próprias escolhas. Uma vez que o Ser Superior não está nos dando a mão e dizendo para que lado devemos ir, cabe única e exclusivamente a nós a decisão e a responsabilidade pelas conseqüências advindas dela. Pode não ser confortável pensar assim, mas pelo menos estaremos sofrendo as conseqüências do que tivermos escolhido, com um livre arbítrio real, e não teremos desculpas para fugir de um problema que insistimos em dizer que não causamos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No mito de Édipo, este ouve uma profecia onde mataria seu próprio pai e casaria com a mãe; devido a isso ele decide fugir, e em momento algum pensa em enfrentar a situação. Preferiu vestir a roupa do mártir e &lt;/div&gt;&lt;div&gt;abandonar seu lar, indo exatamente ao encontro das profecias, porque escolheu permanecer inconsciente de sua realidade e, conseqüentemente, de si mesmo. Ao colocarmos a culpa no Destino, tal como Édipo, nos colocamos na posição de inocentes fantoches da vida e vítimas do acaso, na qual repetiremos incessantemente: "a vida quis assim", quando na realidade fomos nós que tivemos medo, abaixamos a cabeça &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e entregamos a responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O medo é um sentimento poderoso, foi ele que inspirou nossos antepassados na criação dos Deuses e dos rituais para agradá-los. Como nossos antepassados, temos medo do que desconhecemos. No entanto, em nossos dias, onde a ciência se encarregou de nos explicar a lógica natural por trás de uma série de eventos, o que permaneceu como um grande desconhecido é o nosso amanhã. Nisso as pessoas se dividem entre os que vivem o presente, aqueles que ignoram o futuro e os que desejam avidamente conhecê-lo. Esse terceiro grupo procura toda sorte de oráculos: runas, leitura da borra de café, bola de cristal, entre outros. Além, é claro, do tarô.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao buscarem os tarólogos e cartomantes, estão tentando descobrir no futuro o que (acreditam) estar&lt;/div&gt;&lt;div&gt; reservado e, principalmente, se tudo que desejam está previsto nele. Olham ansiosamente as cartas embaralhadas e depois dispostas da mais variadas formas, vêem símbolos arrepiantes: cachorros uivando para a lua, uma torre caindo e levando homens com ela, o diabo segurando uma corda que está amarrada a duas pessoas. Quando acham que estão apavorados, novos símbolos os acalmam: estrelas no céu onde uma mulher derrama água na terra, um lindo sol sobre duas crianças, uma dançarina envolta numa coroa de flores. Não entendem exatamente o que cada um deles quer dizer, por isso, perscrutam a expressão do tarólogo. Desejam adivinhar o que ele pensa, o que viu, o que enfeitou, o que não contou. Pensam em toda uma série de perguntas para que todo o futuro seja decifrado, até que cada esquina possa ser virada sem surpresas. Depois, inutilmente, refazem a mesma pergunta, desejando que em algum momento o tarô dê a resposta que querem &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ouvir. E saem dessa consulta com todo o futuro &lt;/div&gt;&lt;div&gt;gravado numa fita, anotado num papel ou guardado na memória. Ficam esperando que as previsões se realizem: que indubitavelmente mudarão de emprego em seis meses, que ficarão levemente doentes no próximo mês, que "aquela" pessoa os ama, que os parentes os respeitam, que aquele amigo realmente os inveja e que o problema financeiro será resolvido com o aumento de salário, na mudança de emprego.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao buscarem essas respostas, estão querendo visualizar um futuro de contos de fadas, onde os dragões e bruxas más já terão sido derrotados. Normalmente não querem saber onde estão as suas falhas e fraquezas, o que podem melhorar e polir para serem pessoas mais inteiras nesse futuro. Interiormente sabem a resposta para essas questões, e não as querem ouvir. O que buscam, na realidade, é o que está fora, quando qualquer resposta vem de dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querem acreditar e ouvir que o futuro está desenhado. Ficarão tranqüilos e seguirão em frente. Então os meses se passarão e o emprego novo não virá. Não entenderão mais nada: "O futuro não estava garantido?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Não era apenas esperar?". Não... Não era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não bastava o que o tarô havia mostrado, era preciso que as atitudes fossem tomadas. Apenas atitudes &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ações) geram consequências. Não existe viagem à Paris para quem se esconde debaixo da cama, nem emprego para quem não o está buscando. O futuro que foi visto não era um destino inexorável, não ia se realizar sem que cada um fizesse a sua parte. Porque o futuro depende do presente. Sem que o emprego novo seja procurado (anúncios, currículos cadastrados, amigos da mesma área) ele não se concretizará. Em algum lugar, o novo emprego estava vago, mas como não fomos até ele, uma outra pessoa foi, e assim, uma oportunidade se perdeu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O peso que cada ação pode ou não ter em nossa vida faz parte do que será o&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Sq3AQ03o_eI/AAAAAAAAAhU/Kbn-eHXSGJ4/s400/image006.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 287px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381168525080067554" /&gt;&lt;div&gt; nosso futuro, já que ele não se encontra imutável diante de nós, esperando-nos como se fosse uma espada sobre nossas cabeças. O futuro é construído a cada segundo, a cada passo que atrasamos na rua para ver uma vitrine, a cada revista que deixamos para comprar amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As menores ações, aparentemente pequenas e inofensivas, podem modificar toda nossa expectativa de futuro. Todos conhecemos exemplos assim. A escolha de pertencer a uma lista de discussão na Internet pode dar início a mudanças radicais, onde os contatos com novas pessoas poderão dar o impulso necessário para um novo emprego, uma nova casa ou mesmo um casamento. Apesar de tomarmos decisões o tempo todo, nossa visão de suas conseqüências é extremamente limitada. Cada virada &lt;/div&gt;&lt;div&gt;de esquina nos leva a caminhos novos, onde todos os nossos valores poderão ser testados e modificados, onde nossas vivências passadas nos orientarão rumo ao futuro, onde novas atitudes serão cobradas, e caberá a nós procurarmos em nosso interior de que forma caminharemos naquela estrada, ou se pegaremos o atalho logo à direita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, nossas ações não têm tamanho e nem importância pré-definida. Essas variantes vão sendo conhecidas conforme o tempo passa e o mundo que nossa atitude escondia por trás dela começa a se desenhar. A cada momento em que vemos novas conseqüências diante da (suposta) pequena mudança de rumo tomada, percebemos que um universo foi deixado para trás, e outro novo se abriu à nossa frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, os conceitos anteriormente explanados são importantes e complementares: o futuro é constituído de ações, e essas ações não tem tamanho, têm conseqüências.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas então, se o tarô não serve para "prever" o futuro, para que serve ele? Qual a sua utilidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A Utilidade do Tarô - Uma jornada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Sq2_7XM5t8I/AAAAAAAAAhM/bO94iMy8JTE/s400/image007.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 331px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381168156338927554" /&gt;&lt;div&gt;A utilidade primordial do tarô não se trata de adivinhar o futuro, mas enxergar quais são os caminhos estamos escolhendo e porquê. Ele utiliza símbolos para acessar o que existe de mais verdadeiro dentro de nós: o nosso inconsciente. Nossas motivações, interesses, características, suscetibilidades, mágoas e problemas. O tarô pode nos colocar frente a uma jornada, onde a vivência em cada Arcano nos mostraria um pouco de nós mesmos, para que então pudéssemos caminhar em direção à "individu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ação", utilizando um termo de Jung, numa direção que nos colocaria conscientes de nós, fazendo com que deixássemos de ser seres amestrados reagindo ao estímulo apresentado. Cada faceta do inconsciente, seria trazida ao consciente e, aos poucos, poderíamos perceber o que realmente queremos fazer, e aquilo que é resultado apenas de reflexo. Para que deixemos de ser como ratos numa experiência de laboratório.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem não se conhece, se comporta como um rato, reagindo ao queijo ou ao choque que lhe é dado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebendo os estímulos, não escolhe as atitudes de sua vida: é sua vida que determina as suas atitudes. Ao sofrer pela conclusão de uma escolha, ficará arraigado em si o sentimento de que sofrerá novamente diante daquela escolha, não se fazendo as necessárias perguntas: qual foi o motivo do sofrimento? Qual atitude que tomei que me levou a essa dor? Toda e qualquer atitude como essa me levará necessariamente a um processo doloroso? É necessário diferenciar a reação automática de um comportamento a ser adotado. O velho ditado "gato escaldado tem medo de água fria" é perfeito para ilustrar como a grande maioria das pessoas se comporta. Como na analogia, associam a "água" com a "dor" sem procurar conhecer os demais fatores que &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ocasionaram a situação. Sendo assim, a reação se tornou a atitude e, a partir de agora, qualquer "água" será a possível causa da "dor". Esse tipo de análise faz da vida uma série de acontecimentos superficiais, onde o sentido do momento vivido foi apenas arranhado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se estamos dispostos a sair da superfície e a não aceitarmos mais respostas limitantes como "eu sou assim mesmo" ou "foi o destino", e se não queremos mais cercear nossa capacidade de conscientização, o tarô pode ser uma valiosa ferramenta. Servirá para acessarmos as profundezas de nossas motivações e experiências anteriores, para começarmos a trilhar o caminho de volta para nosso interior. Com seus arquétipos, ele vai construindo a estrada de nossa personalidade, e vai mostrando nossa forma de enxergar o mundo e as pessoas. Aos poucos, poderemos nos reconectar ao nosso inconsciente, trazendo para a luz nosso verdadeiro "eu", onde as escolhas poderão ser analisadas de acordo com o que desejamos para nós. O tarô pode ser essa ponte, onde nossas desculpas irão aparecer como que o que realmente são: desculpas. Onde nossos problemas de caráter irão surgir sem enfeites, e teremos de nos olhar como somos hoje, para que a luz da consciência possa refletir sobre o que desejamos ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para que enfrentemos essa jornada, é necessário estarmos preparados para enfrentar um novo mundo. O mundo do EU. O mundo onde todas as idéias a respeito de nós mesmos serão questionadas e avaliadas, onde o réu será ao mesmo tempo o juiz, onde a morte se mesclará com a vida. Estaremos diante de nossa luz e de nossa sombra e, a cada passo que dermos, quando acharmos que estamos chegando, estaremos apenas &lt;/div&gt;&lt;div&gt;começando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso entregar-se para que a jornada se inicie. É preciso aceitar que muito do que acreditamos ser parte de nós, na realidade é um parasita. E que aquelas características que rejeitamos para o fundo do baú de nossa existência, se tratam de nossa essência mais pura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Jornada pelo Tarô constitui um caminho: a busca da própria individualidade. Encarar os símbolos de cada carta, decifrar-lhes o sentido, meditar em suas implicações, perceber a lógica profunda de uma seqüência de lâminas para o momento da sua vida pode abrir um vasto espaço de novos "eus", sequer suspeitados. Devemos trilhar esse caminho, trazendo as experiências para nosso interior e, só depois que elas fizerem parte de nós, transformá-las em conhecimento prático. Esse processo pode fazer de nós seres mais completos, mais integrados e, a cada dia que passar, mais conscientes de que o futuro é argila, moldada por nossas próprias mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Finalização - O Tarô prevê o Futuro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Sq3AmpZPfrI/AAAAAAAAAhc/b5tLFFcHV4M/s400/image009.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 59px; height: 111px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381168899956899506" /&gt;&lt;div&gt;Não, o tarô não prevê o futuro. Ele indica as conseqüências e os caminhos, que devido a nossa forma de agir (ou reagir), estamos propensos a escolher. Dependendo da forma como a pessoa conduz as próprias atitudes, um possível "futuro" pode aparecer, e pode também ser modificado, caso a atitude mude. Tudo que o tarólogo enxerga está dentro da pessoa e é através desse canal que se pode vislumbrar o que pode ser o futuro dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Tarô é, antes de mais nada, um livro: o livro da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fatos inevitáveis podem ser vistos também? Há controvérsias. Alguns vão argumentar que determinadas "previsões" mostram-se como inevitáveis, outros vão dizer que qualquer fato pré-determinado nos colocaria novamente na mão do "Destino", contra o qual não adianta lutar. Mas seja qual for a postura adotada, o que tem real importância é o aprendizado que se pode obter utilizando essa ferramenta para acessar o interior. Um aprendizado que não se deixe enganar pelos falsos sorrisos de nossas máscaras e chegue diretamente no cerne da questão: quem realmente somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6015530090075345424?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6015530090075345424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6015530090075345424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6015530090075345424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6015530090075345424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/09/o-taro-e-o-futuro.html' title='O Tarô e o Futuro'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/Sq2_VAO0OmI/AAAAAAAAAhE/qOuOjpGVMG8/s72-c/imagem1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-8523373660280071191</id><published>2009-08-22T00:01:00.001-03:00</published><updated>2009-08-22T00:01:35.892-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>Tarô - Uma galeria de Imagens</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por Zoe de Camaris&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    É importante que alguns esclarecimentos sejam feitos no que se refere à abordagem que hoje é dada ao tarô, estigmatizado pelo "boom" esotérico do final desse século. Curiosamente, pode observar-se esse mesmo movimento no final do século XIX, quando uma enxurrada de ordens herméticas e especulações de cunho místico assolou, principalmente, a Europa. As passagens de século carregam em si um medo atávico do fim dos tempos e esse processo se intensifica agora, na virada do milênio, o que acaba por colocar em evidência, de uma maneira bastante simplificada, certos sistemas esotéricos muito antigos e complexos. A mídia não perde tempo em divulgar fórmulas fáceis e o marketing "esotérico" vibra com generalizações que atendem a uma grande demanda de mercado. E aqui encontra-se o tarô, nosso ilustre desconhecido apesar da sua popularidade; desconhecido, muito mais pelo preconceito que o rodeia do que por um possível conteúdo de difícil compreensão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    A imediata associação do tarô com a cartomancia - não se pensa em um sem o outro - e com charlatães vestidos de rosa e dourado, o coloca em uma espécie de "limbo" nos meios acadêmicos e científicos. Enquanto não existir um trabalho de validação do tarô como um sistema de pensamento plausível de ser aplicado em diversas áreas do conhecimento, o preconceito que ronda a sua aplicação nos estudos superiores não cessará de existir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    O que não se percebe, por esses motivos, é que antes de ser um "método divinatório", existe no tarô uma riqueza de usos e possibilidades que em muito supera o seu uso indiscriminado. Livro de imagens híbridas, formado por um grande leque de influências na moldagem do seu simbolismo, esse secular sistema mnemônico apresenta, na sua forma tradicional, uma iconografia nitidamente medieval, misturada a símbolos cristãos e que, pela sua ordenação numérica e pelo significado de suas figuras, se prestam a leituras sintagmática e paradigmática, nos moldes da lingüística estrutural e uma leitura semiótica, segundo o legado de Pierce e a sua classificação dos signos. Na Literatura observamos uma ocorrência freqüente do seu simbolismo, de modo mais ou menos cifrado, como em T.S. Eliot1 em que as recorrentes alusões ao tarô só são percebidas por olhares treinados, exceção feita a Seção I do poema Waste Land em que as referências às imagens são claras e o poeta recorre a uma abordagem tipicamente divinatória:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Madame Sosostris, célebre vidente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contraiu incurável resfriado; ainda assim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É conhecida como a mulher mais sábia da Europa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com seu trêfego baralho. Esta aqui, disse ela,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tua carta, a do Marinheiro Fenício Afogado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Estas são as pérolas que foram seus olhos. Olha!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis aqui Beladona, a Madona dos Rochedos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Senhora das Situações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui está o homem dos três bastões, e aqui a roda da Fortuna,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aqui se vê o mercador zarolho, e esta carta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que em branco vês, é algo que ele às costas leva,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que a mim proibiram-me de ver. Não acho O Enforcado. Receia morte por água.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo multidões que em círculos perambulam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada. Se encontrares, querido, a Senhora Equitone,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diz-lhe que eu mesma lhe entrego o horóscopo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo cuidado é pouco nestes dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Nas notas sobre A terra desolada2 o próprio autor afirma ter escolhido determinadas imagens por associarem-se com outras do seu repertório. O ENFORCADO do tarô com o Deus Enforcado de sir James George Frazer em O Ramo Dourado (The Golden Bought) que por sua vez é relacionado à personagem encapuzada da passagem dos discípulos de Emaús, na Seção V do mesmo poema.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Na prosa fantástica de Italo Calvino, o tarô encontra uma abordagem que põe em evidência as suas possibilidades combinatórias. O tarô é também um jogo, e disso se vale o autor em O Castelo dos destinos cruzados3. O livro se divide em duas partes: na primeira, O CASTELO DOS DESTINOS CRUZADOS, Calvino utiliza as lâminas pintadas por Bonifácio Bembo para os Duques de Milão e na segunda, A TAVERNA DOS DESTINOS CRUZADOS, o tarô de Marselha. Trata-se de um grupo de comensais, vindos das mais diversas partes do mundo e que, misteriosamente, perdendo a voz, lançam mão do tarô para relatar cada um a sua história, a princípio muda em palavras mas que, pela eloquência das imagens, torna-se perfeitamente compreensível. As narrativas se entrelaçam, e com elas Calvino propõe um jogo entre os arcanos, uma espécie de palavras cruzadas imagística, obedecendo uma ordem sintagmática e paradigmática no conjunto das histórias e montando um quadro em que as cartas mapeiam o desenrolar da trama e o desempenho de seus personagens4.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Comecei pelos tarôs de Marselha, procurando colocar as cartas de modo que se apresentassem como cenas sucessivas de um conto pictográfico. Quanto as cartas enfileiradas ao acaso me davam uma história na qual reconhecia o sentido, punha-me logo a escrevê-la; acumulei assim um vasto material; posso dizer que cada parte da Taverna dos destinos cruzados foi escrita nessa fase; mas não conseguia dispor as cartas numa ordem que contivesse a pluralidade dos contos; mudava constantemente as regras do jogo, a estrutura geral, as soluções narrativas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Contemporaneamente, Gertrude Moakley, citada por Sallie Nichols em Jung e o tarô5 corrobora as investigações de Gérard van Rijneberg em Le Tarot; histoire, iconographie, esotérisme, afirmando ser o tarô de origem exotérica ( verbete grafado com um "x", para indicar o que é de conhecimento de muitos, ao contrário de esotérico, conhecimento ao alcance de poucos). No livro de sonetos de Petrarca I Trionfi, que tanto pode traduzir-se por triunfos quanto por trunfos, cada uma de uma série de personagens alegóricos combate e vence o seu predecessor. Esses sonetos dedicados à Laura traziam ilustrações dais quais o tarô seria uma mera adaptação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    A propensão em utilizar a ordenação do tarô para dividir um livro em capítulos, faz-se notar em Frederik Hetmann no livro Madru, a lenda da grande floresta6 e em Jostein Gaarder em O dia do Curinga7. Este, utilizando as cartas do baralho comum, divide o livro em quatro partes correspondendo aos quatro naipes, que por sua vez se subdividem nas cartas numeradas de ás a 10, mais as cartas reais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Da vasta fortuna literária que o tarô de Marselha recebeu do surrealismo em diante, cabe citar O Arcano 17 de André Breton8 e Os arcanos da poesia surrealista9, uma seleção organizada por José Pierre e Jean Schuster que dividem a coletânea em 22 escritores relacionados ao movimento, mantendo uma certa arbitrariedade entre o conteúdo do texto e o significado dos arcanos. Outra informação valiosa acerca do tarô no imaginário surrealista diz respeito a uma exposição realizada em 1947 encabeçada por Breton e Marcel Duchamp na Galeria Maeght em Paris. A configuração geral dos temas da exposição foi estruturada de maneira a lembrar os estágios sucessivos de uma iniciação. O primeiro estágio do processo começava quando o visitante subia uma escada de vinte e um degraus. De acordo com o catálogo da exposição, esses degraus eram moldados como as lombadas de livros inscritos com 21 títulos correspondendo aos 21 arcanos maiores do tarô. Possivelmente, a vigésima segunda lâmina, O LOUCO, estaria representada pelo próprio visitante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Nos estudos antropológicos, as categorias expressas pelos arcanos menores merecem o destaque de Gilbert Durand, em As Estruturas antropológicas do imaginário; introdução à arquetipologia geral10 , como pontos cardeais do espaço arquetipológico. O estudo de Durand se fundamenta em uma bipartição entre os dois Regimes do simbolismo, um diurno e outro noturno, nos quais são agrupados, segundo o método da convergência, as grandes constelações simbólicas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Uma outra possibilidade de estudo é aberta quando se pensa sobre a possibilidade de que a Igreja tenha usado imagens similares às cartas do tarô nas representações artísticas, mais especificamente, no barroco mineiro dos séculos XVIII e XIX. Segundo uma entrevista concedida pelo professor João Adolfo Hansen, o tarô.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) combina elementos que vêm de uma longa tradição que poderia servir de referência a uma representação sagrada, já que o signo é uma possibilidade semiótica que pode ser deslocada e semantizada no uso particular. O contexto de ocorrência do uso determina essa semantização. O fato de se encontrar um elemento do tarô dentro de uma tela de tema sacro, que está enquadrado dentro do espaço sagrado, dentro de uma Igreja de uma determinada ordem, o próprio contexto de ocorrência do objeto é como que contaminado pelo em torno, estabelecendo uma relação sintática com o resto que o semantiza catolicamente, ainda que ele tenha uma referência não católica.11 &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Esses poucos exemplos são necessários nesta justificativa para demonstrar que o tarô ultrapassa o que dele é popularmente conhecido e pode funcionar como um sistema lógico de linguagem, ordenado pela relação que se cria entre suas figuras e propondo uma dinâmica própria, aplicável a outros universos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Se o tarô no Brasil ainda é visto como um simples método de leitura da sorte, em diversos países europeus as figuras emblemáticas que o constituem são objeto de estudos iconográficos e iconológicos e motivos largamente usados na criação literária e cinematográfica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - ELIOT, T.S. Poesia. 1991 p. 90-91. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - ELIOT, T.S. Op.cit. 1991 p. 90-91.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - CALVINO, Italo. O Castelo dos destinos cruzados. 1997. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - CALVINO, Italo. Nota explicativa.In: Op.cit. p. 153.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - NICHOLS, Sallie. Jung e o tarô. 1989. p 20.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - HETMANN, Frederik. Madru; a lenda da grande floresta. 1983.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7 - GAARDER, Jostein. O Dia do curinga., 1996.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8 - BRETON, André. Arcano 17, 1988.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9 - PIERRE , José, SCHUSTER , Jean. (org.) Os Arcanos da poesia surrealista, 1988. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;10 - DURAND, Gilbert. As Estruturas antropológicas do imaginário; introdução à arquetipologia geral. 1997.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;11 - HANSEN, João Adolfo. Entrevista concedida à Monica Berger. Ouro Preto, 1998. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-8523373660280071191?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/8523373660280071191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=8523373660280071191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/8523373660280071191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/8523373660280071191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/08/taro-uma-galeria-de-imagens.html' title='Tarô - Uma galeria de Imagens'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-3362480610831093487</id><published>2009-08-21T23:59:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T00:01:06.537-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>A Arte e o Tarô</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por Zoe de Camaris&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Navegando pela rede encontrei uma quantidade significativa de sites sobre o tarô, com opções bem variada de links. Alguns, muito interessantes, oferecem novidades e nos colocam em contato com os mais recentes e inovadores conjuntos de cartas da atualidade. Os clássicos também estão presentes. Temos o Visconti-Sforza, belíssimo tarô do século XV, originalmente pintado a mão, passando pelo tradicional conjunto marselhês e pela profusão de interpretações recebidas do século XIX e do XX, alguns com grande interferência criativa do autor na simbologia tradicional dos arcanos. É deslumbrante a parte gráfica do tarôs que estão ao nosso alcance. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(O Mago do Adrian Tarot, de Adrian Koehli)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Tarôs com griffe de artistas internacionais e recriações divertidas como o tarô da Hello Kitty e outro inspirado no livro 'Alice' de Lewis Carrol. Ilustradores de HQ do porte de Dave MacKean que arrasou usando o tarô de Crowley no Asilo Arkham e agora criou seu o seu próprio tarô, o genial conjunto Carvin Rine Hart Tarot, em técnica mista. Uma grande quantidade de tarôs de inspiração wiccan, alguns de linha céltica, outros xamânicos; as mais diferentes tradições, as mais diversas possibilidades de interpretações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Quanto ao conteúdo dos sites, não vi muita coisa de novo por onde passei (- aceito sugestões!!!). Propaganda de tarólogos, aqueles textos básicos e muitas vezes desatualizados sobre a origem do tarô, o significado simplificado dos arcanos, venda de apostilas e a possibilidade de perscrutar o futuro quando se está on-line. Também encontrei algumas listas de discussão no egroups. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Ok, isso não é novidade nenhuma para quem se interessa realmente sobre a arte dos Arcanos e está na rede. Mas me leva a refletir sobre uma questão que há muito tempo me chama a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Mesmo com essa quantidade de representações gráficas, me parece ninguém propõe uma interação do tarô com outros sistemas de imagens, nem na rede e nem fora dela. Isso me leva a questionar a maneira como o tarô é divulgado, a aplicabilidade do resultado do seu ensino, levando em conta a profusão de cursos que temos por aí. Percebo que a maior dificuldade de quem se interessa pelo jogo é compreender a sintaxe das lâminas, sem a qual é quase impossível lê-las com alguma precisão. Sem dúvida, grande parte do quem vem sendo veiculado tem como ponto principal o caráter adivinhatório das cartas ou então uma 'salada de maionese esotérica' que mais confunde do que esclarece. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Ao meu ver, é de fundamental importância a relação dos arcanos com a vida, com o cotidiano, com o cinema, com a literatura, com a mitologia. De nada adianta termos esses conjuntos de cartas tão ricamente ilustrados se não mudarmos a abordagem que vem sendo dada à transmissão dos significados contido nas lâminas e das suas seqüências.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    O tarô é um conjunto de imagens que pode ser aplicado na compreensão de universos distintos do seu, principalmente no entendimento dos universos ficcionais. Como é um código imagético secular, no qual identificam-se figuras interagindo com cenas que representam situações existenciais, essas mesmas situações podem ser encontradas no enredo de um romance, num poema ou numa peça de teatro. A arte imita a vida. E a prática tarológica ganha quando trabalhada a partir de uma abordagem reflexiva e aplicada, pois passa a propor um jogo aberto em que o reconhecimento dos modelos que estão presentes em um dado momento na vida daquele que o consulta, são nomeados. Criar relações entre o tarô e outros sistemas imagéticos é uma porta aberta para novos insights. E aqui não me refiro as correspondências astrológicas e cabalísticas que fazem parte (ou pelo menos, deveriam fazer) do conhecimento avançado daquele que já identificou a ocorrência das suas figuras e seus conteúdos na vida, na arte, no cotidiano; primeiros passos, ao meu ver, para o seu entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Na adivinhação, o vaticínio segue muitas vezes o exemplo da Pítia de Delfos em que várias interpretações são possíveis e, salvo raros casos de verdadeira vidência, descambam-se para o engano e para a manipulação. O conhecimento esotérico depende muito da linha de conhecimento ao qual o estudante do tarô vai se ater. Sabemos que não são poucas as linhas esotéricas, o que acaba confundindo o neófito num mar de correspondências.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Outra possibilidade é a prática auto-reflexiva que encontra na psicologia a sua maior aliada. Sem querer tira os méritos do método, já que a máxima "conhece-te a ti mesmo" continua sendo pontual, acredito que certas vivências acabam por distanciar aquele que estuda do conteúdo das cartas, propondo um mergulho em um universo estritamente pessoal e servindo mais como gancho terapêutico do que qualquer outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Ao meu ver, o estudo do tarô ganharia muito se fosse feita uma ponte dos arcanos com as manifestações artísticas. E aí temos um vasto material de apoio, já que a nossa vida é feita de imagens e histórias que inspiram a criação a literária, as artes plásticas, o cinema.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    Para entender o tarô é preciso viajar no mundo de significados propostos por suas figuras. Entrar nessa galeria de personagens como quem sonha, inserir-se em seu mundo em um exercício de alteridade, reclamar para si o seu entendimento. Perceber as figuras do tarô no cotidiano, no mendigo que passa na rua seguido de um cachorro, no confronto com uma mulher autoritária como a Imperatriz, no momento de escolha entre um e outro caminho. Identificar seus signos na vida, como faziam os surrealistas. Vestir sua indumentária e adivinhar-lhes os movimentos, holografar seus próximos gestos, preencher com cores figuras em preto e branco. E para isso, não precisamos de muita coisa. Basta a observação atenta e, quem sabe, uma caixa de lápis de cor. O tarô é arte. E arte é vida e cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-3362480610831093487?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/3362480610831093487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=3362480610831093487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/3362480610831093487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/3362480610831093487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/08/arte-e-o-taro.html' title='A Arte e o Tarô'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6648915213737583032</id><published>2009-05-31T11:57:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T22:53:45.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>Estrutura do Tarô</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por Ana Marques&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;22 Arcanos Maiores&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os Arcanos Maiores são um conjunto de imagens ricamente ilustradas com simbologias pertinentes a inúmeras culturas. retratam personagens (O Imperador, O Papa, etc.), virtudes (A Força, a Temperança), conceitos morais (A Roda da Fortuna), cenas religiosas (O Julgamento), uma heresia (A Papisa) e uma figura que difere de tudo isso: O Enforcado ou O Pendurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rachel Pollack em seu livro "Setenta e Oito Graus de Sabedoria" essa figura seria a mais bizarra do Tarô por conter determinadas referências a símbolos esotéricos, tais como: estar pendurado de cabeça para baixo (Odin, na mitologia Nórdica, passou nove dias e noites dependurado em Yggdrasil - a árvore da vida - de cabeça para baixo e ferido para alcançar o dom da profecia) e fazer com a outra perna o número quatro (esse número é assaz fundamental na magia, devido aos quatro elementos, quatro qualidades dos antigos, quatro cantos da Terra, quatro virtudes cardeais, quatro estações, etc.), além disso, apesar da postura incômoda a figura apresenta um semblante sereno e confiante. Esse arcano, além da semelhança entre o tarô e a cabala, fez com que alguns ocultistas se sintam na obrigação de dar uma interpretação esotérica a simbologia das lâminas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seguinte arranjo também pode ser utilizado: &lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Iluminadores nos oferecem a chance de progresso ou um novo começo: O Louco, O Mago, O Carro;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Distribuidores compartilham sucessos: A Sacerdotisa, A Imperatriz, O Enamorado;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Doadores permitem a continuidade da vida como a conhecemos: A Temperança, O Imperador, A Força;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Três Rodas delimitam a atuação nos três Mundos: A Roda da Fortuna, A Justiça e O Julgamento;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Redentores mostram as qualidades necessárias para irmos além das limitações da inconsciência: O Enforcado, O Eremita, O Hierofante;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Libertadores mostram a superação das limitações: O Diabo, A Torre, A Morte;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Três Mundos mostram onde o ser humano pode agir: A Lua, O Sol, A Estrela;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Todo: O Mundo;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p align="justify"&gt;Existe também a seguinte divisão:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os personagens reais: O Imperador, a Imperatriz e o Bobo da Corte (O Louco);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;As quatro virtudes: Justiça, Prudência (O Eremita), Fortaleza (A Força) e Temperança;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Religião: O Papa, a Bruxa(A Sacerdotisa), o Juízo Final (O Julgamento), A Tentação (O Diabo);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Temporalidade: A Roda da Fortuna, A Torre, A Morte;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Ações: O Mago, O Carro, O Enamorado;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Astros: A Lua, A Estrela, O Sol;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Concretização: O Mundo.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;56 Arcanos Menores&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Quatro naipes&lt;/strong&gt; - Bastões, Moedas, Espadas e Taças. Prováveis origens dos naipes das cartas comuns de baralho atuais, onde pode-se substituir Taças por Copas, Bastões por Paus e Moedas por Ouros. Em alguns tarôs, em vez de Espadas temos os gládios. Esses naipes foram associados aos quatro planos, respectivamente: espiritual, material, mental e emocional, e aos quatro elementos: fogo, terra, ar e água.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quatro cartas da corte&lt;/strong&gt; - São compostas por quatro figuras: Rei, Rainha, Príncipe e Pajem. Em alguns tarôs a figura do pajem foi substituída pela da Princesa. Nos baralhos atuais os cavaleiro foi misteriosamente "retirado", no livro Jung e o Tarô2 a autora Sallie Nichols coloca uma figura de um cavaleiro de ouros pertencente a um baralho austríaco, citando-o como sendo de transição.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dez cartas numeradas&lt;/strong&gt; - São quatro conjuntos de cartas numeradas de 1 a 10. Elas se encontram praticamente sem alterações nos baralhos comuns, exceto, pelo nome da carta número um que é chamado de Ás. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tipos de Tarô&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarô Clássico &lt;/strong&gt;- Tarôs que seguem o mesmo padrão simbólico do Tarô de Marselha. Exemplos: Spanish Tarot, Oswald Wirth, Old English Tarot, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarô Moderno &lt;/strong&gt;- Aqui estão os primeiros tarôs com arcanos menores ilustrados. Os tarôs passaram a ter desenhos e traços livres, mas permaneceram utilizando símbolos dos Tarôs Clássicos. Essa fase foi inaugurada por Arthur Edward Waite, com o lançamento do Rider-Waite (desenhado por Pámela Smith, a primeira mulher a desenhar um tarô). Esse tarô fez uma modificação bastante controversa: trocou de lugar A Força (arcano 11) com a Justiça (arcano 8), invertendo suas posições. Além disso, algumas simbologias foram drasticamente alteradas, tais como o Arcano 6 - O Enamorado que passou a retratar Adão e Eva no paraíso encimados por um anjo. Exemplos: tarô de Crowley, Tarô dos Boêmios, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 350px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342022243522617074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SiKs7V9mnvI/AAAAAAAAAgU/HDY1_YbVDi0/s400/6riderwaite_marselha.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarô Surrealista &lt;/strong&gt;- Dentro da significação de cada arcano, nestes tarôs foi buscado uma livre expressão artística. É necessário, portanto, que o iniciante conheça a estrutura do tarô clássico, posto que visualmente as cartas são extremamente diferentes entre si. Exemplos: O tarô Encantado, Tantric tarot, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarô Transcultural&lt;/strong&gt; - Foram desenvolvidos tarôs que buscavam personagens (ou situações) de significados análogos aos clássicos a partir de mitologias ou fábulas. Exemplos: Tarô Mitológico, Celtic Tarot, Viking Tarot, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante salientar que o significado dos arcanos não muda de acordo com o tarô que se utiliza. Cada um irá escolher o seu tarô de acordo com gosto pessoal, disponibilidade e facilidade de uso. No entanto, se pegar um papel e desenhar neles um tronco com dois pés, dois braços, um círculo no lugar do rosto e colocar uma coroa em cima nomeando de Imperatriz, mesmo que o desenho se assemelhe ao de uma criança de 2 anos, ainda assim terá a mesma simbologia e funcionará perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arcanos Maiores e Menores - Diferenças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Arcanos Maiores espelham a vontade humana, anseios, idéias, probabilidades e potenciais. Relacionam-se com a visão Macrocosmo da vida e das decisões do consulente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Arcanos Menores mostram as direções e os objetivos. Relaciona-se coma visão Microcosmo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos Arcanos Maiores podemos enxergar como um TODO cada aspecto do ser humano. Com a colocação dos Menores, podemos detalhar esses aspectos e ver sua influência direta no dia a dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6648915213737583032?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6648915213737583032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6648915213737583032&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6648915213737583032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6648915213737583032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/05/estrutura-do-taro.html' title='Estrutura do Tarô'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SiKs7V9mnvI/AAAAAAAAAgU/HDY1_YbVDi0/s72-c/6riderwaite_marselha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6383925177203817805</id><published>2009-04-19T21:33:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T22:54:04.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>Correlações do Tarô com outros sistemas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Ana Marques&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo mistério que envolve a origem do Tarô uma série de possíveis uniões com outros sistemas foi sendo arquitetada. Nesse capítulo estaremos abordando-as de maneira simplificada, apenas para que se tome conhecimento de sua existência e lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô e a Cabala    &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a ligar o Tarô com a Cabala foi Eliphas Levi (codinome de Alphonse Louis Constant). É importante notar que existem reais semelhanças entre os dois sistemas, embora eles não se ajustem perfeitamente quando o tema é estudado com profundidade. Os defensores dessa ligação apontam as seguintes "coincidências":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Alfabeto Hebraico possui 22 letras, que estão relacionadas com os caminhos da Árvore da vida e a cada uma são atribuídos significados simbólicos. Note: 22 Arcanos Maiores&lt;br /&gt;- A Cabala se aprofunda nas quatro letras do nome impronunciável de Deus, YHVH. Elas representam os quatro mundos da criação, os quatro elementos básicos da ciência medieval (água, fogo, ar e terra), etc. Note: quatro naipes e quatro figuras da corte.&lt;br /&gt;- Dez shephiroth (estágios de emanação) - em cada uma das quatro Árvores da Vida. Note: Arcanos menores possuem cartas numeradas de 1 a 10.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estudo da Cabala demanda muito tempo e dedicação, sendo imprescindível que aquele que se interessar pela união dos sistemas saiba ambos profundamente para que deles possa tirar o melhor proveito, sem confundi-los e confundir-se. Tanto a Cabala quanto o Tarô são completos em si mesmos e não necessitam de complementos. Efetuar essa ligação é uma opção, de forma alguma uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô e a Astrologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros estudiosos da Astrologia que se interessaram pelo Tarô procuraram influências astrológicas nos Arcanos para aprofundar seu significado. Um exemplo de tarô que utiliza a astrologia é o de Toth, onde cada carta possui uma influência de um planeta num determinado signo. Além disso, um método de tiragem muito utilizado é a Mandala Astrológica, que consiste em colocar em cada casa zodiacal um Arcano e baseado em seus significados estabelecer a interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô e o Apocalipse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Marcelo Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca concordei muito com a hipótese que o Tarot provem do conhecimento do antigo Egito. Bem pelo contrário.Vamos a um pouco de história. Na Espanha Sarracena, ou seja, sob o domínio árabe, houve uma união dos sábios das três religiões semíticas. Haviam os sufis, místicos muçulmanos, entre eles Ibn El-Arabi, que estava em contato com Rumi, que influenciaram Al-Ghazali. Os cabalistas, místicos judaicos, como Moisés de Leão, provável autor do Zohar, o Livro do Explendor, Moisés Cordovero, o sistematizador da antiga Árvore da Vida e da Cabalá em geral. Assim como os Cátaros, que viviam próximos na França, representantes Gnósticos, o cristianismo esotérico, a Igreja Celta das ilhas britânicas. Além disso, o mundo árabe chegou a Índia, fez comércio com a China e se apoderou de Jerusalém e do Egito. Diferentemente dos europeus, os árabes incentivavam a cultura e eram menos severos quanto a perseguição do que podemos chamar de heresia e misticismo. Ou seja, menos severos e não reticentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa união das três religiões na península ibérica, causou uma grande circulação de idéias, que até hoje são sentidas de forma marcante no misticismo, esoterismo e ocultismo ocidental. Sufis discutiam com cabalistas, confrontavam a Torá com o Al Coran, com os Evangelhos Apócrifos e etc. A Cabalá foi seriamente influenciada pelos gnósticos, o que podemos notar até nas teorias dos hassidin da Alemanha, bem distante dali, no conceito, por exemplo, do Querubim. Ou seja, o conceito do demiurgo aplicado ao conhecimento judaico, gerando uma mitologia judaica. Isso é extremamente interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ainda a Igreja não havia criado a Inquisição, e quando a criou, apenas pegou força e forma durante a Contra Reforma. Por isso, muitos conhecimentos mágicos, remanescentes do Império Romano circularam na Europa, além das antigas formas de cultos vikings, normandas, celtas e etc. Havia, portanto, um clima de conhecimentos e integração de culturas impares até hoje. Imaginemos, portanto, um "sábio" cristão da época, que percebe que o número de capítulos do Apocalipse é 22. E por um acaso, esse número é o mesmo do número de letras do alfabeto hebraico. Isso dá muito que pensar. Não há como negar que havia um ferrenho debate na época de circulação de idéias.Sem uma análise detalhada de cada capítulo, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:1 - "E ouvi ainda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete salvas da ira de Deus."A idéia de derramar fica bem expressa, por exemplo, da concepção de Crowley do Tarot, quando afirma que o Atu XVI corresponde à ejaculação. O restante do capítulo fala de todas as desgraças possíveis que caem sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:1 - "E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas."Nesse caso a alegoria com A Estrela é muito clara. Uma mulher com uma taça sobre as águas. Esse capítulo fala de Babilônia, que Crowley chama de Babalon, ou Nossa Senhora Babalon. A correlação é com Nuit e Isis. O restante do capítulo continua a explanar Babalon, a mulher com a taça das abominações à mão. Na magia enochiana, Babalon é uma deusa que "reina" sobre os anjos. Podemos associá-la a Deusa da Bruxaria, assim como a Nossa Senhora, no seu aspecto de Virgem Negra. Gnosticamente falando, corresponde á esposa do Logos Negro, ou Ísis Negra, Hécate, Ishtar e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:12 - "E os seus olhos eram como chamas de fogo; e sobre a sua cabeça haviam muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:17 - "E vi um anjo, que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus;"Interessante notar que todo o capítulo 19 do Apocalipse trata de símbolos solares, potentes e fálicos. A própria expressão do Logos Solar, masculino e viril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente isso é uma breve e curta descrição. A busca profunda do texto, no original grego deveria ser utilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô e etc.    &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe atualmente uma moda, onde o tarô está sendo relacionado a cristais, florais, entre outras coisas. Todas essas correlações são válidas entre si. Mas é importante perceber que, apesar do tarô dar margem a todas elas, ele não tem relação direta com nenhuma. Isso varia de acordo com o autor, sua sensibilidade e conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar, existe um conjunto de cartas intitulado "Tarô de Ceridwen" onde a autora relaciona animais e plantas de poder aos Arcanos Maiores. Esse tarô, no Arcano XX - O Sol colocou como seu animal de poder o cachorro. No entanto, eu não pude concordar com essa afirmação e se fosse fazer um relacionamento dessa natureza, nesse arcano colocaria o Leão. Isso porque o astro regente do signo de Leão é o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, as correlações existem. Mas são pouco importantes para o aprendizado do Tarô, que não necessita de adendos, sendo extremamente abrangente para sua tarefa principal: autoconhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6383925177203817805?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6383925177203817805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6383925177203817805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6383925177203817805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6383925177203817805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/04/correlacoes-do-taro-com-outros-sistemas.html' title='Correlações do Tarô com outros sistemas'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-1127255224179546415</id><published>2009-04-19T21:27:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T22:55:32.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>Origem</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Ana Marques&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem do tarô permanece obscura, apesar das extensas pesquisas e das inúmeras teorias que vêm sendo desenvolvidas ao longo dos anos. Colocarei algumas aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô que veio do Egito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1781, Court de Gebelin escrevia o volume I de Le Monde Primitif, onde apresentou argumentos sobre a origem do tarô ter se dado no Egito. De acordo com Gebelin, após examinar as cartas numa visita a uma condessa, e em quinze minutos pôde perceber a origem egípcia do tarô. Chegou a conclusão de que a palavra "tarô" derivava da combinação de tar, que significa caminho ou estrada e ro, que significava rei ou real; tendo a palavra o significado de "estrada real da vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gebelin associou os quatro naipes às quatro classes: a espada representava os soberanos e a nobreza militar, a vara ou clava de Hércules representava a agricultura, a taça representava a classe sacerdotal e a moeda representava o comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acreditava que os egípcios estavam próximos a Roma e deram aos romanos o seu Culto de Ísis, seus cerimoniais e o jogo referente a eles. Esse jogo ficou limitado a Itália até a época que essa se uniu a Alemanha. Dessa forma, com a união dos condes de Provença com a Itália e a estada da corte de Roma em Avignon foi o que introduziu o jogo nessas duas localidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa lógica, Gebelin produziu sua teoria a respeito do Tarô e conseguiu o mérito de despertar a curiosidade dos ocultistas, que passaram a buscar nele mais do que um "passatempo" ou "cartas divinatórias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô que veio dos Hebreus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliphas Levi, codinome de Alphonse Louis Constant, percebeu as semelhanças entre a Cabala e o tarô. Formulou então a teoria que o tarô seria, na realidade, uma versão pictórica da Cabala. Porém, não existe absolutamente nenhuma referência ao tarô, ou qualquer jogo parecido, em toda os escritos sobre o assunto. As semelhanças entre ambos os sistemas será tratado com maior detalhamento no capítulo sobre Correlações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Tarô que não se sabe de onde veio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egípcio, Hebreu, indiano, chinês, coreano, cigano, mouros ou o divertimento de um rei melancólico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria de que Gebelin havia decifrado os hieróglifos egípcios, descobrindo o significado da palavra tarô foi derrubada quando Jean-François Champollion (1790-1832) decifrou os hieróglifos através da Pedra de Roseta. Champollion publicou em 1822 a relação legítima do alfabeto egípcio e seus fonemas. Após sua morte, foi publicado, em 1835, um trabalho no qual desvendava toda a gramática e literatura egípcia jamais revelada em toda a história desde o seu desaparecimento na Era Copta. Descobriu-se que tudo o que Gebelin escrevera a respeito da codificação dos hieróglifos egípcios estava errado. Nem mesmo existe a palavra tarô na língua egípcia.Inúmeras teorias têm sido formuladas e até hoje, nenhuma foi comprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gertrude Moakley aventou a hipótese de que o tarô era resultado de adaptações das ilustrações do livro de sonetos Il Trionfi (que significa "Os Triunfos" ou "Os Trunfos") que Francesco Petrarca fez para Laura. Nos sonetos, cada série de personagens alegóricos combate e vence o seu predecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note: trunfos eram os nomes dados aos 22 arcanos maiores, a palavra Arcano somente passou a ser utilizada por volta de 1850.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-1127255224179546415?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/1127255224179546415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=1127255224179546415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/1127255224179546415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/1127255224179546415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/04/origem.html' title='Origem'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-7396062178573746683</id><published>2009-02-01T19:11:00.000-02:00</published><updated>2009-09-27T22:55:46.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso de Arcanos Maiores'/><title type='text'>Os Arcanos Maiores do Tarô</title><content type='html'>por Ana Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do Curso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este material nasceu de uma idéia. Essa idéia nasceu de uma necessidade. Acredito que tenho mais um pouco a falar sobre o tarô, do muito que se encontra espalhado. Mais um pouco a acrescentar a respeito dele. Dentro dessa idéia, para que as pessoas pudessem viajar em suas imagens, era necessário que entendessem o seu funcionamento. Do básico, com o mesmo material, posso então entrar no avançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a isso decidi desenvolver essa apostila e este curso. Encarar o próprio interior exige vontade e desprendimento. Procurar esta apostila para que se possa "ver" o futuro nas lâminas do tarô é perda de tempo: procure outra ou qualquer outro curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou interessada no futuro. Estou interessada no presente e no que dele fazemos. O que disponibilizo tem como objetivo mostrar o caminho de retorno a si mesmo, utilizando uma ponte: o tarô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ponte, em vez de composta de asfalto e cimento, tem como base os símbolos. Cada um deles fala diretamente ao nosso inconsciente através de elementos arquetípicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso compreendê-los para que possamos ter uma ferramenta que nos indique um caminho para que nos compreendamos melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-7396062178573746683?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/7396062178573746683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=7396062178573746683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7396062178573746683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/7396062178573746683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2009/02/os-arcanos-maiores-do-taro.html' title='Os Arcanos Maiores do Tarô'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-116647423516806493</id><published>2008-11-16T00:36:00.000-02:00</published><updated>2009-02-01T19:22:32.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espelho Negro'/><title type='text'>Arcano XVIII - A Lua – A Noite Escura da Alma</title><content type='html'>Por Persephone / Ana Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam a razão.&lt;br /&gt;Esqueçam o que aprenderam na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-N7obecUI/AAAAAAAAAYc/JzKTFm9Yilc/s1600-h/18noitelua.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-N7obecUI/AAAAAAAAAYc/JzKTFm9Yilc/s320/18noitelua.jpg" border="0" rg="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz do caminho se apagou, as férias se acabaram, o movimento para dentro nos arcanos do tarô intensificou-se agora. Não há sombras a encarar nesse momento, porque tudo é sombra. Nós somos sombras caminhando a esmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos para trás e não existe um caminho para voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-OGhoVmbI/AAAAAAAAAYk/JhsPvtmB-Po/s1600-h/18dreams.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-OGhoVmbI/AAAAAAAAAYk/JhsPvtmB-Po/s320/18dreams.jpg" border="0" rg="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;E aí? Vai encarar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os caminhos da Lua no tarô&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa frente, um caminho obscuro. Somos os caminhantes olhando a estrada fracamente iluminada pelo luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="CLEAR: both; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-ONJeLkuI/AAAAAAAAAYs/lWivkCPkl2w/s1600-h/18marselha.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-ONJeLkuI/AAAAAAAAAYs/lWivkCPkl2w/s320/18marselha.jpg" border="0" rg="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até lá, você ainda precisa caminhar na noite escura, iluminada apenas ligeiramente pelo luar. Você ouve os cães uivando sem saber se eles são ferozes, vê o lamaçal onde algo escuro e escorregadio se mexe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar na noite é assustador, é uma prova de coragem, de determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houver um propósito firme e uma mente clara, todas as sombras serão inimigas a te intimidar e a te impedir de continuar. Estar sozinho na noite escura é o desafio supremo do tarô. Enfrentar o eterno medo do escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ver direito. Confiar nos outros sentidos. Confiar nos seus outros sentidos, aprender a utilizar a intuição, confiar na sua capacidade... ou então enlouquecer. De medo, de susto, de pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a Lua. A necessidade de mergulhar no mais profundo pânico, para emergir percebendo que a noite não é sua inimiga, que o caminho precisa ser caminhado em qualquer circunstância, que o perigo está mais na nossa imaginação do que na realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fala de confiança, em si mesma e na vida. Fala de persistência, de encarar inimigos ocultos ou declarados, de continuar em frente, mesmo que esteja amedrontada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De não se deixar enlouquecer por medos que não são palpáveis. Manter a lucidez guiando-se pela intuição. Ver que claro e escuro são apenas perspectivas. Os perigos que houver no caminho, haverão de qualquer jeito. Apenas aprendemos a confiar na nossa visão e esquecemos que somos dotados DE CINCO SENTIDOS e não UM único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lua fala do inconsciente, daquilo que não podemos controlar plenamente porque ele nos engloba e não nós a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os seus medos? Na carta da Lua todos são exacerbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não enfrentar seus medos, não enfrentar os desafios no seu caminho, se não atravessar a noite escura da alma, quando todas nossas certezas são questionadas e nossa alma parece que vai perder a razão... não chegará aos portões dourados da compreensão máxima de quem você realmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não passa pela Lua, não chega ao próximo arcano: O SOL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça a razão. Esqueça o que normalmente seria tua escolha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo da lua é um mundo à parte. De desafios e de incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se aquele montículo escuro é uma pedra ou um inseto. Volte-se para dentro. Medite longamente deixando que as idéias fluam a sua mente. Permita ao inconsciente que fale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fizer isso, não passará pela lua, pois ela também é a carta da magia... e na magia, a intenção é decisiva, concentração é fundamental, o foco é determinante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-116647423516806493?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/116647423516806493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=116647423516806493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/116647423516806493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/116647423516806493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2008/11/arcano-xviii-lua-noite-escura-da-alma.html' title='Arcano XVIII - A Lua – A Noite Escura da Alma'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SR-N7obecUI/AAAAAAAAAYc/JzKTFm9Yilc/s72-c/18noitelua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-4934590590685527264</id><published>2008-07-27T19:35:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:18:02.141-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tarô'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arcanos menores'/><title type='text'>Oito de Copas - A escada emocional</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz5HtZJBoI/AAAAAAAAAVw/UCwkkKl7Ek0/s1600-h/escadadavida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227827178309748354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="271" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz5HtZJBoI/AAAAAAAAAVw/UCwkkKl7Ek0/s400/escadadavida.jpg" width="352" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A zona de conforto foi-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora o momento é de busca profunda. O oito anuncia mudanças em qualquer naipe, estamos no final da jornada e para chegar ao êxtase é necessário que as últimas arestas, que os limites, que os nossos sonhos e conceitos sejam testados. No naipe de copas, esse sentido se volta para os sentimentos, para as emoções, para a realização do ser como um todo. Para alcançarmos esse estágio, é preciso sair da nossa zona de conforto e sair em busca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A escada, presente na representação de vários artistas que retrataram essa carta, representa a espiral, é símbolo da partida e da mutação. A escada nos leva da Terra ao Céu e também é o modo como a divindade desde à Terra. Através da escada, mudamos de mundo. Para cima, em direção à divindade. Para baixo, em direção ao submundo. A escada é a conexão entre o céu e o inferno. Entre a ascensão e a decadência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227828032996215314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz55dWRihI/AAAAAAAAAV4/ySNo4m94Hk8/s400/TarotDreams-CiroMarchetti.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Tarot of Dreams, por Ciro Marchetti&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se estamos em baixo e subimos (ou nos preparamos para subir) a escada, buscamos uma elevação do espírito, alcançar uma oitava maior na nossa senda emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227828572591168530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz6Y3fvHBI/AAAAAAAAAWA/DNk297mcPsw/s400/8copas.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Tarô Mitológico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se estamos em cima e vamos descer, a busca se volta para dentro, para os recônditos obscuros de nosso eu emocional. Para o encontro com as sombras perdidas daquilo que rejeitamos em nossa vida. Para o resgate do nosso eu, da nossa força, do nosso poder de transformar a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vamos sair. Vamos deixar para trás a zona de conforto. Vamos nos encontrar com um EU mais completo. Seja subindo ou descendo, seja acima da nossa realidade ou abaixo dos nossos pré-conceitos, alcançar a plenitude no dez de copas implica em buscar uma nova visão de si mesmo. E essa visão passa pela espiral do oito de copas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-4934590590685527264?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/4934590590685527264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=4934590590685527264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/4934590590685527264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/4934590590685527264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2008/07/oito-de-copas-escada-emocional.html' title='Oito de Copas - A escada emocional'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz5HtZJBoI/AAAAAAAAAVw/UCwkkKl7Ek0/s72-c/escadadavida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-6521002690807321097</id><published>2008-07-27T19:15:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:18:02.153-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tarô'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arcanos maiores'/><title type='text'>A Estrela e o descanso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz1RKaVi7I/AAAAAAAAAVo/6IjBQ6d4yAo/s1600-h/star.jpg" imageanchor="1" style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin-left: 1em; border-left: 0px; margin-right: 1em; border-bottom: 0px; background-color: transparent; cssfloat:  ;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz1RKaVi7I/AAAAAAAAAVo/o9BfQM97WTU/s320-R/star.jpg" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px; cssfloat:  ;" wc="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Art Tarot, por Thalia Took&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Texto por Ana Marques&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a vemos, temos esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos que a vida deu automaticamente uma guinada para melhor, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, não. Nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estrela também é a pausa. Lembrem-se que antes dela, está lá a Torre que nos atirou no chão e retirou de nós todas as nossas proteções, desmanchou todos os nossos castelos de areia. Ao final da Torre estamos feridos, cansados, abatidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Estrela vem, para nos recuperar, para nos dar repouso, remédio, alimento. Ela nos prepara e nos fortalece para a jornada seguinte: A LUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nem sempre é a esperança que brilha quando vemos a Estrela, mas a CURA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curem-se pois. E saiam para a sua nova jornada apenas depois de recuperados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-6521002690807321097?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/6521002690807321097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=6521002690807321097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6521002690807321097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/6521002690807321097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2008/07/estrela-e-o-descanso.html' title='A Estrela e o descanso'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIz1RKaVi7I/AAAAAAAAAVo/o9BfQM97WTU/s72-Rc/star.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2422300148654083883.post-1395585330722579351</id><published>2008-07-21T21:19:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:18:02.815-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arcanos menores'/><title type='text'>Oito de Paus - Uma oitava acima</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUoaZLp6SI/AAAAAAAAARI/n_NYhV1Aanc/s1600-h/oitopaus_kamryn.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225627376534808866" src="http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUoaZLp6SI/AAAAAAAAARI/n_NYhV1Aanc/s400/oitopaus_kamryn.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;strong&gt; Tarot of kamryn&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;O oito, qualquer deles, anuncia mudança. Anuncia que o auge se aproxima, que a vitória está próxima. Quanto mais perto de nosso objetivo, mais fácil é cometermos o erro fatal, tropeçarmos antes da linha de chegada, esquecermos do detalhe fundamental que nos daria aquilo que buscamos por toda nossa jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado, portanto. No oito, exatamente por estarmos próximos, podemos não ver as pedras, subestimar os obstáculos, desprezar o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estamos hoje no arcano de Paus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo purifica, envolve, queima, transforma, transmuta.O fogo era o elemento primordial na alquimia, que purificava os elementos para tentar obter o ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ouro? Nosso ouro. O que há de melhor dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225628324223653586" src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUpRjmSFtI/AAAAAAAAARQ/Pkmltj2gdqE/s400/espiral.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Unindo os dois conceitos, vemos a espiral em ascendência. Uma oitava acima do quatro de paus, o oito mostra-se como dádivas que podem chover sobre nós. A alegria está em nosso caminho, os dons da Mãe estão em nosso caminho, a purificação está a um passo de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vemos as bençãos divinas se derramando, os sentimentos entram em ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com o que cozinhas os seus sentimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que adicionarem vaidade, orgulho e um sentimento de superioridade diante dos demais, verão a inversão: as bençãos voltarão à origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que intuito almejas a grande transmutação do dez de paus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for para deixar crescer em si o sentimento de empatia, de compaixão, de coragem, de força, de comprometimento consigo mesmo e com o mundo em que vive... as bençãos chegarão a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o destino escolhido e acalentado é um pódio solitário e seco de laços com a vida e as pessoas que estão em volta... a queda é certa e em de bençãos derramadas, arcarás com o peso das madeiras despejadas sobre os seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria tanto pode envolver, como a opressão pode cair sob a cabeça de todos nós, num momento tão delicado como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oito de paus anuncia a mudança final, a transmutação do ser individual para o ser cósmico, para o ser pleno. Nada pode ser mais traiçoeiro do que a vitória dada como certa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225628751051296066" src="http://4.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUpqZp7DUI/AAAAAAAAARY/l8FkQssYQYA/s400/8paus.-mitologico.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Jasão, que tem seu mito utilizado para ilustrar esse naipe no tarô Mitológico, podemos nos sentir tão fortes e poderosos (e estamos!) que trairemos àquela que nos proporcionou a vitória almejada. Trair Medéia para Jasão foi a traição de seu próprio heroísmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225628907037419010" src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUpzev6ZgI/AAAAAAAAARg/s0iSWShAyPo/s400/10paus-mitologico.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" /&gt;Traído o princípio que fazia dele a pessoa especial que acreditou ser, ele perdeu tudo que esteve por momentos em suas mãos... em vez de acalentar, ele esmagou a chance de se tornar pleno, e foi soterrado por suas ambições e apegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oito é o momento crucial da Jornada do naipe de paus. O caminho está aberto, o destino está próximo, é fácil vê-lo e gritar "terra à vista". Basta dar alguns passos para chegar ao seu objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida conspira a seu favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, a realização, a satisfação pululam ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá ao encontro de si mesmo, não se engane com adulações - de si ou dos outros - e a estrada do Oito de Paus lhe será doce, maravilhosa, incontestável.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225629935142318082" src="http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUqvUvOMAI/AAAAAAAAARo/blWdASJ70kg/s400/oitopaus-dragon.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2422300148654083883-1395585330722579351?l=bruxaoraculo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/feeds/1395585330722579351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2422300148654083883&amp;postID=1395585330722579351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/1395585330722579351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2422300148654083883/posts/default/1395585330722579351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruxaoraculo.blogspot.com/2008/07/desvendando-os-arcanos-oito-de-paus.html' title='Oito de Paus - Uma oitava acima'/><author><name>Ana Marques</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/S0O6JbFQ-aI/AAAAAAAAAnA/DJqAG3wljYw/S220/ana.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DarWJDawY7g/SIUoaZLp6SI/AAAAAAAAARI/n_NYhV1Aanc/s72-c/oitopaus_kamryn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
