domingo, 19 de abril de 2009

Origem

Por Ana Marques

A origem do tarô permanece obscura, apesar das extensas pesquisas e das inúmeras teorias que vêm sendo desenvolvidas ao longo dos anos. Colocarei algumas aqui:

O Tarô que veio do Egito

Em 1781, Court de Gebelin escrevia o volume I de Le Monde Primitif, onde apresentou argumentos sobre a origem do tarô ter se dado no Egito. De acordo com Gebelin, após examinar as cartas numa visita a uma condessa, e em quinze minutos pôde perceber a origem egípcia do tarô. Chegou a conclusão de que a palavra "tarô" derivava da combinação de tar, que significa caminho ou estrada e ro, que significava rei ou real; tendo a palavra o significado de "estrada real da vida".

Gebelin associou os quatro naipes às quatro classes: a espada representava os soberanos e a nobreza militar, a vara ou clava de Hércules representava a agricultura, a taça representava a classe sacerdotal e a moeda representava o comércio.

Ele acreditava que os egípcios estavam próximos a Roma e deram aos romanos o seu Culto de Ísis, seus cerimoniais e o jogo referente a eles. Esse jogo ficou limitado a Itália até a época que essa se uniu a Alemanha. Dessa forma, com a união dos condes de Provença com a Itália e a estada da corte de Roma em Avignon foi o que introduziu o jogo nessas duas localidades.

Com essa lógica, Gebelin produziu sua teoria a respeito do Tarô e conseguiu o mérito de despertar a curiosidade dos ocultistas, que passaram a buscar nele mais do que um "passatempo" ou "cartas divinatórias".

O Tarô que veio dos Hebreus

Eliphas Levi, codinome de Alphonse Louis Constant, percebeu as semelhanças entre a Cabala e o tarô. Formulou então a teoria que o tarô seria, na realidade, uma versão pictórica da Cabala. Porém, não existe absolutamente nenhuma referência ao tarô, ou qualquer jogo parecido, em toda os escritos sobre o assunto. As semelhanças entre ambos os sistemas será tratado com maior detalhamento no capítulo sobre Correlações.

O Tarô que não se sabe de onde veio

Egípcio, Hebreu, indiano, chinês, coreano, cigano, mouros ou o divertimento de um rei melancólico?

A teoria de que Gebelin havia decifrado os hieróglifos egípcios, descobrindo o significado da palavra tarô foi derrubada quando Jean-François Champollion (1790-1832) decifrou os hieróglifos através da Pedra de Roseta. Champollion publicou em 1822 a relação legítima do alfabeto egípcio e seus fonemas. Após sua morte, foi publicado, em 1835, um trabalho no qual desvendava toda a gramática e literatura egípcia jamais revelada em toda a história desde o seu desaparecimento na Era Copta. Descobriu-se que tudo o que Gebelin escrevera a respeito da codificação dos hieróglifos egípcios estava errado. Nem mesmo existe a palavra tarô na língua egípcia.Inúmeras teorias têm sido formuladas e até hoje, nenhuma foi comprovada.

Gertrude Moakley aventou a hipótese de que o tarô era resultado de adaptações das ilustrações do livro de sonetos Il Trionfi (que significa "Os Triunfos" ou "Os Trunfos") que Francesco Petrarca fez para Laura. Nos sonetos, cada série de personagens alegóricos combate e vence o seu predecessor.

Note: trunfos eram os nomes dados aos 22 arcanos maiores, a palavra Arcano somente passou a ser utilizada por volta de 1850.

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